O Globo





Manchete: Temer sofre derrota, mas aposta em trocas na CCJ


Zveiter aceita denúncia e diz que indícios de crime são suficientes

Após aliados substituírem nove deputados, oposição já admite que pode perder na Comissão de Constituição e Justiça; por outro lado, dissidências na base aumentam e devem se refletir no plenário

Apesar de manobrar para garantir votos na CCJ da Câmara, o governo sofreu a primeira derrota na tramitação da denúncia contra o presidente Temer por corrupção passiva. Em voto mais duro que o esperado pelo Planalto, o relator Sergio Zveiter, do PMDB, disse que a acusação não é fantasiosa e que há indícios suficientes. O governo pediu socorro a líderes aliados e trocou nove deputados na CCJ. Parte dos substituídos protestou. A oposição já admite perder na CCJ, mas diz estar mais forte para a votação em plenário. (Págs. 3 a 6)

MERVAL PEREIRA

Trocar deputados é confissão de fragilidade. (Pág. 4)

MÍRIAM LEITÃO

País está prisioneiro de um roteiro que se repete. (Pág. 18)

JOSÉ CASADO

Crise de legitimidade é obra dos próprios políticos. (Pág. 15)


Governo amplia corte de atividades e programas


Diante da crise fiscal, cada vez mais órgãos enfrentam dificuldades para tocar suas atividades. O INSS estuda fechar postos, as Forças Armadas reviram o controle de fronteiras, a Agricultura está sem fiscais e a pasta das Cidades negou parceria a prefeituras. “A situação é dramática”, diz Luis Rangel, secretário de Defesa Agropecuária. (Pág. 17)


UTC fecha acordo de leniência e vai pagar R$ 574 milhões (Pág. 6)





Um assassinato a cada duas horas


Desde 2013, quando a curva de assassinatos voltou a crescer, o Estado do Rio mergulhou numa espiral de violência. Foram 21.258 mortes até hoje, uma a cada duas horas. A polícia busca os ladrões que atropelaram grávida, matando bebê. (Págs. 9 e 10)


União exige ajuste e acordo emperra


Para assinar o acordo de socorro financeiro ao Estado do Rio, o Tesouro Nacional ainda exige que o teto aprovado pela Alerj incida sobre as despesas obrigatórias pagas pelo Fundo do Tribunal de Justiça. Pezão vai a Brasília negociar. (Pág. 16)


‘A Maduro só resta a força bruta’


O chefe do Legislativo da Venezuela, Julio Borges, disse a JANAÍNA FIGUEIREDO que no país vigora a lei do mais forte e que a Constituinte convocada pelo presidente Maduro não o legitimará. A Anistia Internacional condenou a violência. (Pág. 22)


------------------------------------------------------------------------------------

O Estado de S. Paulo





Manchete: Após revés na CCJ, Temer age para derrubar denúncia


Relator conclui que há indícios ‘sérios o suficiente’ de corrupção; governistas trocam membros da comissão

O deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), filiado ao mesmo partido de Michel Temer, seguiu o roteiro previsto e concluiu que a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente da República não é “fantasiosa” ou “inepta”, como prega a defesa. Em um voto predominantemente político, Zveiter concordou que há indícios “sérios o suficiente” de crime de corrupção passiva supostamente praticado por Temer e que o fato precisa ser apurado. Ciente de que o relator não apresentaria voto contrário à denúncia, o governo colocou em prática a estratégia de trocar membros para derrotar o parecer de Zveiter no colegiado. Para rejeitar o relatório pela admissibilidade da acusação, o Planalto precisa de pelo menos 34 votos em um total de 66 na comissão. A base aliada promoveu 13 trocas (entre titulares e suplentes), sendo 9 apenas ontem. PR, PMDB, PTB, PRB e Solidariedade seguiram a recomendação do Planalto. A oposição aposta que, se não vencer na comissão, terá sucesso no plenário. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Mariz ataca Procuradoria e STF

O advogado do presidente Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, acusou o Ministério Público de “extrapolar” suas prerrogativas e disse que o ministro Edson Fachin, do STF, homologou a delação da JBS “açodadamente”. (PÁG. A6)


Tasso fala em saída ‘natural’ do governo federal


O presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, admitiu que o partido está desembarcando do governo Temer “independentemente” de sua vontade. “O que eu tenho dito não é consenso, mas o que tenho visto é que o partido está desembarcando independentemente do meu controle e da minha vontade”, disse, após jantar com líderes tucanos em SP. (PÁG. A10)


Presidente testa força hoje com reforma trabalhista


O governo de Michel Temer enfrenta hoje seu maior teste no Congresso com a votação da reforma trabalhista pelo plenário do Senado. A expectativa do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), é de pelo menos 48 votos favoráveis à proposta. Diferentemente da reforma da Previdência, a trabalhista é considerada “a mais fácil das reformas” por necessitar de maioria simples dos 81 senadores – a da Previdência exige três quartos. (ECONOMIA / PÁG. B4)


João Vaccari roubava para o PT, diz Moro em parecer


O juiz federal Sérgio Moro afirmou que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto roubava para o partido recursos desviados de contratos firmados entre a Petrobrás e empreiteiras. A declaração foi feita em parecer pela manutenção da prisão do petista. Segundo Moro, não há provas de enriquecimento ilícito de Vaccari porque “roubava ele para o partido, e não para ele próprio”. A defesa do ex-tesoureiro diz que ele é inocente. (POLÍTICA / PÁG. A11)


Despesa do governo poderá crescer R$ 39 bi


As despesas do governo poderão crescer R$ 39 bilhões em 2018, valor insuficiente para cobrir gastos adicionais com INSS, por exemplo, estimados em R$ 42,5 bilhões. Os dados constam de relatório do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. O governo diz que há margem para manobra. (ECONOMIA / PÁG. B1)


Colunistas


Eliane Cantanhêde

Descendo a escada

CCJ deu primeiro passo para a queda de Temer com o parecer de Zveiter e deve dar um segundo em seu plenário de 66 membros. (PÁG. A6)

Luiz Maklouf Carvalho

E os R$ 500 mil?

Mariz deixou a descoberto a omissão de Zveiter sobre a questão mais crucial da denúncia: o presidente recebeu ou não a bolada? (PÁG. A6)

Bernard Appy

Solução para o Orçamento passa por enfrentar o crescimento de despesas. (ECONOMIA / PÁG. B2)


Notas & Informações


Dívida piora com a Previdência

Parlamentares deveriam levar a sério a advertência de que, sem reformas, 100% do PIB mal dará para cobrir a dívida pública entre 2021 e 2022. (PÁG. A3)

Espasmos acusatórios

O fatiamento das denúncias da PGR contra o presidente Temer é um desserviço ao País. (PÁG. A3)


------------------------------------------------------------------------------------

Folha de S. Paulo





Manchete : Em reuniões, Maia avalia ser inevitável a queda de Temer


Sucessor imediato, presidente da Câmara já articula cenário pós-derrocada

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), passou o domingo (9) imerso em articulações e traçou a diversos interlocutores um cenário em que trata a queda de Michel Temer como irremediável, informam Marina Dias e Daniela Lima. Sucessor imediato em caso de saída do presidente, Maia encerrou o dia com reunião em sua residência oficial, cercado de parlamentares aliados do peemedebista. Segundo deputado, Maia afirmou ter dito ao presidente que ele pode sobreviver à votação da primeira denúncia no plenário da Câmara, mas que certamente sucumbiria quando nova acusação da Procuradoria chegasse. Após encontrar-se com Temer, participou de almoço promovido pelo vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, acompanhado de outros políticos, por cerca de cinco horas. Ontem, Maia evitou aparecer no Congresso. Estava em casa quando o relatório contra Temer foi lido na CCJ, acompanhado de Henrique Meirelles, da Fazenda, diz Mônica Bergamo. (Poder A4)


Planalto testa sua força política em votação no Senado


O Senado votará hoje a reforma trabalhista, uma das bandeiras do governo Temer. Fragilizado pela denúncia criminal contra o presidente, o Planalto tem, segundo levantou a Folha, 43 votos de 81 — o suficiente para vencer. A oposição tentará barrar a votação. (Mercado A13)


Relator na CCJ pede avanço da denúncia contra o presidente


Correligionário de Michel Temer, Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Comissão de Constituição e Justiça, pediu a aceitação da denúncia contra o presidente na Câmara. Para tentar obter maioria na CCJ, que votará antes de o tema ir ao plenário, o governo remanejou 20 deputados, inserindo nomes fiéis. Com a manobra, diz a oposição, Temer virou o placar: agora, venceria por 38 a 28. (Poder A6)


Empreiteira fecha acordo para voltar a ter contrato público (Mercado a16)





Policiais acusados de matar sem-terra no Pará são presos (Poder a9)





Hélio Schwartsman


Se Temer sair, Maia é única opção constitucional (Opinião a2)


Editoriais


Leia “Não é tão fácil”, sobre investigações após delação da Odebrecht, e “Injustiça previdenciária”, acerca de aposentadorias de funcionários públicos. (Opinião a2)


------------------------------------------------------------------------------------

Mídia
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

Poste aqui o seu comentário:

0 comments:

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;