Jornal GGN - Na mesma sentença em que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão e mais 19 anos sem assumir cargos públicos por causa do triplex, o juiz Sergio Moro disse que tem motivos de sobra para "cogitar a prisão preventiva" do petista. Porém, recuou de fazê-lo alegando que "a prisão cautelar de um ex-presidente não deixa de envolver certos traumas" e optou pela decisão mais "prudente", que é deixar Lula recorrer em liberdade.

No despacho, divulgado nesta quarta (12), Moro disse que além de Lula ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o processo revelou que o petista teria mandado destruir provas para dificultar o trabalho da Lava Jato. O juiz citou os depoimentos de Renato Duque e Leo Pinheiro.

Além disso, usou entrevistas e falas de Lula, publicadas na grande mídia, para alegar uma suposta tentativa de intimidação das autoridades.

"Como defesa na presente ação penal, tem ele, orientado por seus advogados, adotado táticas bastante questionáveis, como de intimidação do ora julgador, com a propositura de queixa-crime improcedente, e de intimidação de outros agentes da lei, Procurador da República e Delegado, com a propositura de
ações de indenização por crimes contra a honra. Até mesmo promoveu ação de indenização contra testemunha e que foi julgada improcedente, além de ação de indenização contra jornalistas que revelaram fatos relevantes sobre o presente caso, também julgada improcedente (tópico II.1 a II.4). Tem ainda proferido
declarações públicas no mínimo inadequadas sobre o processo, por exemplo sugerindo que se assumir o poder irá prender os Procuradores da República ou Delegados da Polícia Federal. Essas condutas são inapropriadas e revelam tentativa de intimidação da Justiça, dos agentes da lei e até da imprensa para que não cumpram o seu dever", disse Moro.

"Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva."

"Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um exPresidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade", concluiu.

GGN
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Ronaldo

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