"É muito melhor o povo escolher e acertar, ou escolher e errar, do que a gente ter um presidente que não foi escolhido pelo povo", afirmou em entrevista a rádio de Criciúma

por Redação RBA

RICARDO STUCKERT Condenação por Moro é para tirá-lo do jogo eleitoral e atende a pressões da Globo, disse Lula


São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, após caravana que pretende realizar pelos estados do Nordeste, deve percorrer o restante do país, a começar pelos estados do Sul, para "conversar com o povo" e ver como o atual governo está "estragando o nosso país". Em entrevista à rádio Som Maior, de Criciúma (SC), nesta sexta-feira (28), ele afirmou que o Brasil vive em estado de decadência, por conta da crise econômica e das "feridas" causadas à democracia pelo golpe que instalou o atual governo.

"O nosso país, que fizemos crescer, que fizemos conquistar a autoestima, está numa decadência que eu não acredito. Todo dia fico imaginando a situação em que deixei o Brasil e a situação em que está hoje, sobretudo com a democracia ferida, muito arranhada, com o golpe que foi dado na presidenta Dilma", afirmou Lula.

Segundo ele, em vez de discutir como cortar direitos e "mandar gente embora", é preciso discutir a criação de empregos e a elevação de salários, passando também por uma política de financiamento, que garanta crédito aos trabalhadores, micro e pequenos empreendedores e pequenos produtores rurais. "Esse país tem tudo para dar certo, e eu provei. Agora, precisa ser governado por gente que goste do povo."

"Se não houver investimento, não tem crescimento. Se não tiver crescimento, não tem emprego. Se não tiver emprego, não tem melhoria de vida para muita gente nesse país. Tenho noção que é possível fazer o Brasil voltar a crescer, a gerar emprego, aumentar salário e distribuir renda. O único jeito para fazer o país crescer é fazer com que os pobres tenham acesso ao emprego, ao salário e ao crédito", ressaltou o ex-presidente.

Lula diz acreditar que o presidente Michel Temer (PMDB) tem força política, na Câmara dos Deputados, para barrar a votação sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, mas que o melhor seria que Temer enviasse emenda ao Congresso Nacional convocando eleições "o mais rápido possível". "É muito melhor o povo escolher e acertar, ou escolher e errar, do que a gente ter um presidente que não foi escolhido pelo povo", afirmou.

Sobre a sua condenação pelo juiz Sérgio Moro, que determinou inclusive o bloqueio de seus bens, Lula voltou a reafirmar sua inocência e a desafiar procuradores e agentes da Polícia Federal a apresentarem provas sobre desvios de conduta na presidência. Para o ex-presidente, a decisão do juiz da Lava Jato ignora provas e depoimentos colhidos nos autos do processo e atende a pressões da mídia tradicional. "Ele não teria como se explicar à Rede Globo se não me condenasse", criticou Lula.

Assista à íntegra da entrevista de Lula à à rádio Som Maior:




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