O Massacre ou Genocídio de Srebrenica consistiu no assassinato de aproximadamente 8.000 bósnios na região de Srebrenica (Sudeste da Europa) em 11 de Julho de 1995, durante a Guerra da Bósnia. Este assassinato em massa, realizado entre as unidades do Exército sérvio da Bósnia, sob o comando do general Ratko Mladic, e um grupo paramilitar sérvio conhecido como "Os Escorpiões", se produziu numa zona previamente declarada como segura pelas Nações Unidas já que nesse momento se encontrava sob a proteção de 400 capacetes azuis holandeses. O objetivo deste massacre foi à eliminação dos muçulmanos bósnios, mas além disso incluiu o assassinato de meninos, adolescentes, mulheres e idosos. Este fato constitui o maior assassinato em massa na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A lista das pessoas assassinadas inclui 8.373 nomes. O conflito começou depois que a Bósnia iniciou seu caminho para a Independência com uma Declaração Parlamentar de Soberania em 15 de Outubro de 1991. A República de Bósnia-Herzegovina foi reconhecida pela Comunidade Europeia em 6 de Abril de 1992 e pelos Estados Unidos no dia seguinte. No entanto, o reconhecimento internacional não pôs fim ao problema e estourou uma feroz luta pelo controle territorial entre os três grupos majoritários de população do país: os bósnios (muçulmanos) e os servo-bósnios (ortodoxos). A comunidade internacional fez várias tentativas para estabelecer a paz na região, mas seu sucesso foi muito limitado. No Leste da Bósnia, na zona fronteiriça com a Sérvia, a luta foi sangrenta entre ambos os grupos.

Imagem: I, Pyramid [GFDL, CC-BY-SA-3.0 or FAL], via Wikimedia Commons

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Ronaldo

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