Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Jornal GGN - Por meio de nota técnica, o governo admitiu que tem dificuldades em bancar os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que são utilizados para pagar o seguro-desemprego e o abono salarial.

A nota técnica foi elaborada pela equipe econômica e enviada para o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator aa Medida Provisória que pretende alterar a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que remunera o FAT.

A nova taxa proposta pelo governo, chamada de Taxa de Longo Prazo (TLP), acompanharia os índices das NTN-Bs, títulos públicos atrelados à inflação. Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, afirmou que a taxas seria “mais nervosa” que a atual e prejudicaria a previsibilidade de quem pretende tomar empréstimos.

Assinam a nota o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e também Rabello de Castro.

O documento defende a “agenda de reformas” como um fator de estabilidade que geraria “ciclo virtuoso que aumenta a previsibilidade e diminui a volatilidade potencial da TLP”.

O governo defende a criação da TLP afirmando que ela protegeria os trabalhadores porque melhoraria a remuneração do FAT. "Dado o esforço de ajuste fiscal, a cada ano ficará mais difícil para que o Tesouro complemente os recursos do FAT necessários ao pagamento do Seguro Desemprego e do Abono Salarial, colocando em risco tais programas", diz a nota.

Estimativas apontam que o fundo deixa de receber R$ 15 bilhões em razão da TJLP, que está em 7% e abaixo da Selic, em 10,25%. De acordo com o Estadão, a nota não detalha os cálculos e nem especifica o período dos dados.

Por outro lado, líderes da oposição, analistas e funcionários do BNDES tem criticado a proposta do governo de mudar a taxa. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou nota afirmando que equipe de Michel Temer adota “argumentos falaciosos” para defender a TLP.

Ele refuta a tese de que a taxa melhoraria a remuneração do FAT, afirmando que o retorno financeiro do fundo raramente é usado para pagar o abono salarial e o seguro-desemprego.

“Enfim, mesmo que se queira fazer ajustes no custo do "funding" do BNDES, a proposta da TLP é péssima para o País. Irá encarecer o crédito e a taxa será extremamente volátil e pró-cíclica. Portanto, o BNDES deixará de cumprir o seu papel anticíclico e de garantir crédito e longo prazo a custo internacionalmente competitivo”, afirmou o senador.

GGN
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

Poste aqui o seu comentário:

0 comments:

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;