O ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-deputado federal pelo PMDB, Eduardo Cunha deixou nesta sexta-feira (14) o Complexo Médico Penal, em Pinhais (PR), para prestar depoimento na Polícia Federal em Curitiba, dentro do processo da operação Cui Bono?, que investiga um esquema de fraudes de créditos na Caixa Econômica Federal.

O depoimento de Cunha durou apenas 20 minutos. De acordo com o advogado do ex-parlamentar, Délio Lins e Silva Júnior, Cunha permaneceu em silêncio e não respondeu às perguntas que foram enviadas pela Polícia Federal de Brasília, que é responsável pela investigação desse inquérito.

Segundo Délio Júnior, Cunha vai responder os questionamentos em uma outra investigação semelhante. O advogado ainda negou que Cunha tenha ficado em silêncio na oitiva com o delegado Maurício Moscardi, porque está negociando um acordo de delação.

"Ele ficou calado, porque o depoimento era referente aos mesmos fatos que estão em apuração na ação penal lá em Brasília. Aí, ele ficou calado porque vai prestar os esclarecimentos lá. Não existe negociação de delação. Não existe qualquer acordo de delação, pretensão de acordo de delação, nenhum anexo foi entregue como está sendo ventilado aí hoje", declarou.

A mulher de Cunha, Cláudia Cruz, que foi absolvida no processo ao qual respondia em Curitiba, também foi até a sede da Polícia Federal, já que sexta-feira é o dia de visitas no Complexo Médico Penal, local onde Cunha está preso.

Além de Cunha, também são investigados na operação o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que cumpre prisão domiciliar, e o doleiro Lúcio Funaro, que está na carceragem da PF, em Brasília.

De acordo com as investigações, Cunha, Gedel e Funaro teriam negociado com a Caixa a liberação de empréstimos para empresários e em troca do pagamento de propinas.

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