Por Altamiro Borges

O farsante Paulo Skaf, amigo íntimo de Michel Temer e filiado ao mesmo partido do usurpador, não teve como escapar. Diante da forte pressão nas redes sociais, ele anunciou nesta sexta-feira (21) que a decadente Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) vai ressuscitar o seu pato amarelo contra o aumento dos tributos sobre os combustíveis decretado pelo covil golpista. Até a revista Época, da agora “oposicionista” famiglia Marinho, cobrou uma atitude do velhaco oportunista, metido em inúmeras falcatruas.

“Em março, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que colocaria o pato amarelo – que se tornou um símbolo da resistência contra o aumento dos impostos no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff – nas ruas diante da possibilidade de o governo do presidente Michel Temer elevar os tributos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou na quarta-feira (19) que o governo vai aumentar o PIS-Cofins sobre os combustíveis para diminuir o estrago nas contas públicas. O pato amarelo vai voltar?”, ironizou o jornalista Murilo Ramos.

Frente às cobranças e ao inevitável desgaste, o coronel da Fiesp se travestiu de valentão e se disse “indignado” com a cacetada de Michel Temer. “Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo”. Em uma nota lacônica, ele ainda afirmou na maior caradura que a Fiesp se mantém “independente de governos... Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato”.

Será que o farsante voltará a usar o enorme luminoso da fachada do prédio da Fiesp na Avenida Paulista para protestar contra o governo? Será que distribuirá milhares de patinhos amarelos para os mais incautos? Será que patrocinará um “acampamento” de jovens amestrados em frente ao edifício? Será que a Fiesp usará a grana do Sistema S para convocar novas manifestações de rua? A conferir até onde vai a “indignação” de Paulo Skaf, que tem o rabo preso com os velhos corruptos do PMDB e já foi citado várias vezes nas delações de executivos da Odebrecht e de outras empreiteiras.

A conferir, também, qual será a atitude dos “coxinhas”, que foram utilizados como massa de manobra pela cloaca empresarial na cavalgada golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff. Como otários, eles ajudaram a alçar ao poder a quadrilha de Michel Temer e Paulo Skaf, que liquidou os direitos trabalhistas, pretende acabar com a aposentadoria e ainda aumenta os impostos. Eles foram os verdadeiros patos nesta triste história da democracia brasileira.


Altamiro Borges
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