Com Michel Temer no comando do País, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 11,061 bilhões em março, resultado mais fraco para esse mês desde o início da série histórica em 1997, afetado pela queda da arrecadação a despeito do forte aumento de receitas com dividendos e royalties; desequilíbrio fiscal foi o pretexto usado pela aliança PMDB-PSDB para golpear a democracia brasileira, mas a depressão econômica produzida em um ano de golpe derrubou a arrecadação de impostos, deteriorando ainda mais as contas públicas



Reuters - O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de 11,061 bilhões de reais em março, resultado mais fraco para esse mês desde o início da série histórica em 1997, afetado pela queda da arrecadação a despeito do forte aumento de receitas com dividendos e royalties.O dado, divulgado pelo Tesouro nesta quinta-feira, veio pior que a projeção de analistas de saldo negativo em 8,5 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

Enquanto Tesouro e BC tiveram juntos superávit primário de 2,028 bilhões de reais, a Previdência puxou o resultado fortemente para baixo, com rombo de 13,089 bilhões de reais no mês.

Considerando o resultado consolidado, a receita líquida do governo central teve queda real de 1,4 por cento em março, a 87,487 bilhões de reais, afetada pela diminuição de impostos recolhidos e menor arrecadação previdenciária, reflexo da forte recessão vivida pelo país nos últimos dois anos.

Os dois movimentos acabaram ofuscando o forte crescimento no mês da receita com dividendos e participações, de 318,3 por cento sobre um ano antes, a 1,7 bilhão de reais em março. A receita em cota-parte de compensações financeiras também subiu 47,9 por cento na mesma base, a 1,8 bilhão de reais.

Segundo o Tesouro, os avanços ocorreram por conta do aumento na produção interna e pela elevação do preço internacional do petróleo, que ajuda na arrecadação de royalties.

No mês passado, as despesas totais do governo central subiram 1,6 por cento, também descontada a inflação, a 98,548 bilhões de reais.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta real de 7,4 por cento nas despesas de pessoal e com encargos sociais, aumento de 3,8 por cento em benefícios previdenciários e elevação de 2,5 por cento em "outras despesas obrigatórias", linha que inclui abono e seguro desemprego e Benefícios de Prestação Continuada (BPCs), voltados à assistência social.

No primeiro trimestre, o déficit do governo central somou 18,297 bilhões de reais, também representando o pior dado para o período da série histórica. Na mesma etapa de 2016, o rombo havia sido de 18,060 bilhões de reais.

A meta do governo central neste ano é de déficit primário de 139 bilhões de reais, quarto resultado consecutivo no vermelho do país. Ou seja, com as receitas menores do que as despesas, sem contar pagamento de juros da dívida pública.

Para conseguir cumpri-lo, o governo já anunciou forte contingenciamento nas despesas discricionárias, além de medidas de elevação tributária, como o fim da desoneração da folha de pagamento das empresas para dezenas de setores.

Brasil 247

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