Jornal GGN - "Se eu chegar ao fim do governo nessas condições [aprovação das reformas], e tenho quase que absoluta certeza que chegarei, a única coisa que quero é ser reconhecido pela história. Quero ser recordado pelo serviço que faço ao meu país", disse o presidente Michel Temer.

A declaração em entrevista à rádio CBN foi em referência às reformas Trabalhistas e da Previdência, da qual defende que seja aprovada pelo Congresso "da forma como está". Em tom de advertência, disse que a medida evitará que o país se transforme em estados com graves situações financeiras, como o Rio de Janeiro.

Apesar de estar firme na defesa de que o projeto seja aprovado sem modificações, deu sinal verde para possíveis alterações, em discussão com o Legislativo. Disse que haverá discussão da proposta de emenda à Constituição "até onde pudermos".


"O governo mandou aquilo que acha necessário para que o Brasil não se transforme... Vou citar aqui, com toda a liberdade, porque já está já devidamente publicizado, não é? Que é a história do Rio de Janeiro, a história do Rio Grande do Sul, a história de Minas Gerais", disse.

"Estados que estão passando por grandes dificuldades, exata e precisamente em função do fenômeno previdenciário. Então o Brasil não pode, daqui a quatro, cinco anos, transformar-se numa figura como está acontecendo com os estados brasileiros", completou.

"Haverá objeções, observações lá no Congresso (à reforma)? Haverá, e é natural que haja. Nós precisamos dialogar, não é? E vamos até onde pudermos", afirmou ao colunista Jorge Bastos Moreno, no programa Moreno no Rádio.

Cunha e poder


Também na entrevista, Temer negou que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenha influência no seu governo. Questionado se será "mordido pela mosca azul do poder" afirmou que queria apenas ser "reconhecido como quem prestou um serviço pelo país" e negou as possibilidades de se candidatar à reeleição em 2018.

Sobre Cunha, Moreno recordou das críticas do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), de que Cunha estaria ocupando um espaço na gestão Temer, pelas indicações ministeriais. "Absolutamente não existe [influência]. Imagine se o Eduardo Cunha, que está distante, pode influenciar alguma coisa aqui? Não tem influência nenhuma", negou.

Também tentou amenizar possível dissidência com o Congresso, após as críticas de Renan. Afirmou que o senador tem dialogado permanentemente com o governo. "Tenho certeza de que ele vai continuar nos ajudando. Vai nos ajudar na aprovação das reformas. Tenho certeza que nossa relação vai continuar sólida", seguiu.



GGN



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Ronaldo

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