Presidente se aposentou aos 55 anos e propõe idade mínima de 65 anos na reforma da Previdência.



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AFP/GETTY IMAGES // Presidente Michel Temer


Em entrevista à revista americana The Economist, o presidente Michel Temer disse que ele mesmo é exemplo de uma aposentadoria precoce e defendeu a reforma da Previdência.

O peemedebista requereu sua aposentadoria como procurador do estado de São Paulo em 1996, quando tinha 55 anos de idade.

De acordo com o Portal da Transparência do governo do Estado de São Paulo, Temer teve rendimentos brutos de R$ 45.055,99 no mês de junho de 2016, valo acima do teto permitido pela Constituição. Descontados R$ 14.442,75 que ultrapassaram o teto, Temerrecebeu mais de R$ 30 mil brutos. Com o imposto de renda, o líquido ficou em R$ 22.082,70.

O texto enviado pelo Palácio do Planalto em 2016 estabelece, dentre outros pontos, 65 anos como idade mínima para se aposentar pelo INSS e pelo menos 25 anos de contribuição. Também prevê benefício integral apenas para quem contribuir por 49 anos.

Na entrevista, Temer afirmou que as reformas protegerão "o futuro de todos os nossos programas sociais". A propaganda divulgada pelo PMDB, partido do presidente, contudo,ameaça extinguir programas sociais como o Bolsa Família e o Fies, se não houver mudanças nas regras de aposentadoria.

"Um país sem o investimento mínimo necessário em saneamento básico; sem melhorias em estradas, portos e aeroportos e com cortes nos programas sociais fundamentais", diz a peça.

O peemedebista disse ainda que prefere ser "impopular" a ser "populista" e que entregará para seu sucessor em 2019 um país "de volta aos eixos".

Advogado constitucional por formação, Temer revelou ainda o sonho de "reformar o sistema político disfuncional do Brasil", de acordo com a revista.

"O Brasil não tem partidos, só acrônimos", afirmou em referência aos 35 legendas existentes no País. O peemedebista defende, dentre outras soluções, a adoção da votação em listas de partidos, em vez de candidatos individuais.

Questionado pela publicação a respeito de pichações com o slogan "Fora Temer", o presidente afirmou se tratar de uma mostra da "vibrante democracia" do país.

Sobre o julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa que o elegeu junto com Dilma Rousseff em 2014, o peemedebista afirmou estar "tranquilo" e que as doações recebidas foram feitas de maneira legal.




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