O ativista considerou "plausível" a denúncia de espionagem de Trump, mas ponderou que o republicano não tem evidências

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

O ex-agente da CIA, Edward Snowden / Praxis Films


O ativista Edward Snowden, exilado na Rússia após delatar um esquema de espionagem pela Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês), voltou a dizer nesta terça-feira (14), que as agências de inteligência dos EUA estão patrocinando o mercado para fazer dispositivos conectados a internet, como celulares, computadores e smart TVs, menos seguros.

Em entrevista ao The Intercept, Snowden reiterou a denúncia já feita peloTwitter, na semana passada, de que o governo dos EUA estaria pagando indústrias para manter o sistema operacional dos aparelhos mais suscetíveis à espionagem da agência de inteligência civil do governo estadunidense, a CIA (Central Intelligence Agency).



If you're writing about the CIA/@Wikileaks story, here's the big deal: first public evidence USG secretly paying to keep US software unsafe.pic.twitter.com/kYi0NC2mOp— Edward Snowden (@Snowden) 7 de março de 2017


No dia 7 de março, o Wikileaks revelou o que foi descrito como o maior vazamento na história da CIA. Os documentos apontam que a agência torna celulares, computadores e smart TVs dispositivos de vigilância improvisados. O material, composto por 8.761 documentos, explicita como, em parceria com outras agências de inteligência dos EUA e estrangeiras, a CIA conseguiu burlar a criptografia em aplicativos de mensagens, como WhatsApp, Telegram e Signal. Snowden afirmou não ter ficado surpreso com a revelação dos documentos, pois esta seria a "rotina" e o "método" destas agências. Ele pontuou ainda que "qualquer dispositivo conectado à internet pode ser hackeado".

Deep state


Na entrevista, Snowden afirmou concordar, mesmo que não seja algo "preto no branco", com a existência de um "deep state". O termo consiste na existência de um estado dentro de um estado, formado por um poderoso grupo de funcionários de alto escalão da inteligência, militares e o governo federal. "É claro que este não é o funcionário que está na mesa hackeando", afirmou.

O ex-agente da CIA também comentou as denúncias do presidente republicano Donald Trump, no início de seu governo, de que teria sido hackeado durante a campanha eleitoral de 2016. Na época, o presidente dos EUA afirmou que acredita "ser a Rússia" a responsável pela espionagem.

Segundo Snowden, a denúncia de Trump é plausível já que a interceptação de dados e comunicação ocorrem por padrão . "Isso pode acontecer com todo mundo, não importa se você é o presidente dos EUA", pontuou.

No entanto, o ativista ponderou que Trump, deve apontar evidências da denúncia para que suas alegações sejam levadas a sério e sejam relevantes. "Se ele está realmente preocupado, ele deveria se questionar, primeiramente, porque isso ocorre. O problema não é com o presidente, mas que todos têm dados que estão sendo coletados neste exato momento", disse.

Segundo ele, através da tática de "alvo invertido", quando as agências interceptam dados de indivíduos por tabela ao investigar serviços e máquinas, a espionagem é legalmente permitida. O ex-agente da CIA finalizou a entrevista com um apelo para que as pessoas pensem e protejam sua privacidade. "A democracia não é uma herança, mas um desafio", disse.

Edição: José Eduardo Bernardes


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