Ronaldo Caiado: “governo e parlamentares não têm legitimidade para votar reformas”



Último a se pronunciar contra a “reforma” da Previdência foi o senador goiano Ronaldo Caiado, líder do DEM, legenda que integra a base aliada: “governo e parlamentares não têm legitimidade para votar reformas”

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (DEM/GO), disse ontem que falta credibilidade ao governo de Michel Temer e aos parlamentares para aprovarem reformas como a tributária, a trabalhista e a da Previdência. De acordo com o Congresso em Foco, Caiado defendeu a antecipação de novas eleições para que o eleitor tenha certeza de que o eleito “não vai usar seu mandato como balcão de negócios”. “Por isso, que vocês me ouvem defender antecipação das eleições. O povo é quem deve decidir quem tem credibilidade para fazer as grandes reformas. É preciso que cidadão tenha firmeza de que o político não vai usar seu mandato como balcão de negócios. Mais vale a mão que dá o remédio do que o próprio remédio, já dizia o médico Miguel Couto”, afirmou o senador.

“Mesmo sem citar o nome de Temer, Caiado sugeriu que o atual presidente abra mão de sua aposentadoria para convencer a população de que é preciso mexer nos benefícios previdenciários. O peemedebista se aposentou aos 55 anos como procurador do estado de São Paulo”, diz a matéria.

Também do DEM, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM/RS) acha que se o governo insistir na sua proposta e tentar aprova “reforma” a toque de caixa, será derrotado. “Falta sustentação técnica para fazer do jeito que estão fazendo, então fazem terrorismo, aí todo mundo vota na hipótese de que tem de votar para resolver o problema. O que é um erro é fazer a reforma a toque de caixa”, afirma Lorenzoni, de acordo com entrevista concedida à Rede Brasil Atual. Há dez dias, o deputado afirmou que “bem ou mal, o sistema (da Previdência) funciona”. “A minha discordância, apesar de meu partido ser da base, é porque sempre tive uma atuação independente, sempre procurei responder primeiramente aos meus 149 mil eleitores, e depois vamos ver como a gente vai trabalhar e caminhar nas questões que envolvem governo, ou as questões de partidos”, disse à RBA.

A propaganda nacional do Solidariedade, partido do deputado sindicalista Paulinho da Força, vai ao ar em abril e pretende atacar dois pilares da proposta, de acordo com o Painel da Folha de S. Paulo: a idade mínima de 65 anos e a exigência de 49 anos de contribuição. A veiculação do programa deve coincidir com a votação do relatório na comissão e com as discussões em plenário. “Entre titulares e suplentes da comissão da reforma, cinco deputados em especial geram desconfiança no governo: Laerte Bessa, Capitão Augusto, Arnaldo Faria de Sá, Onyx Lorenzoni e Bebeto”, publicou o jornal paulista.

“Diante da pressão feita por parlamentares, o governo já admite ceder em pelo menos dois pontos da reforma: as regras de transição e a proposta de que o benefício de prestação continuada não tenha mais o mesmo valor do salário mínimo”, relata o Painel. O problema, no entanto, é de fundo: o governo pode acenar com modificações na proposta e benesses para os deputados, mas o fato é que parte deles entende que seus eleitores sabem que serão prejudicados e não vão deixar passar este voto em branco.

O secretário-geral do PSB e presidente da Fundação Mangabeira, Renato Casagrande, afirmou à Agência Estado em 3 de fevereiro que a legenda não aprovará a proposta de “reforma” do jeito que ela está. “Por que o governo não fez nenhuma proposta para acabar com as renúncias nas contribuições para a Previdência?”, questiona o pessebista. Para ele, pontos como a desvinculação das pensões do salário mínimo não são admissíveis, embora acredite que seu partido possa apoiar o estabelecimento da idade mínima. Em dezembro, a sigla já havia tornado pública uma resolução, aprovada pelo seu diretório nacional, na qual tecia severas críticas à PEC da reforma. O PSB também é da base do governo Temer.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado



Previdência, mitos e verdades



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Ronaldo

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