O Globo



Manchete: Crivella quer taxar servidores aposentados
Alíquota de 11% também será cobrada de pensionistas da prefeitura

Proposta, que depende da aprovação da Câmara de Vereadores, prevê alívio anual de até R$ 500 milhões nos cofres do Previ-Rio, que até o fim de 2017 deve acumular déficit de R$ 3 bilhões

O prefeito Marcelo Crivella anunciou ontem que, para evitar um rombo que em dez anos pode chegar a R$ 8 bilhões na previdência municipal, planeja cobrar alíquota de 11% de parte dos 81 mil aposentados e pensionistas, hoje isentos. Pela proposta, que precisará da aprovação da Câmara de Vereadores, será taxado quem recebe acima de R$ 5.531,31. O desconto deve incidir sobre o que exceder esse valor. O presidente do Instituto de Previdência e Assistência do Município (Previ-Rio), Luiz Alfredo Salomão, calcula que terá receita anual extra de até R$ 500 milhões. Entidades de servidores já se mobilizam contra o projeto. (Pág. 9)


Pezão defende o ‘direito de crise
O governador Pezão alegou “direito de crise” para defender, junto ao Supremo, lei estadual que aumentou alíquotas de ICMS. (Pág. 10)


Temer tenta preservar projeto
O presidente já estuda trocar deputados da comissão da Previdência que sejam a favor de mudanças no projeto original. (Pág. 21)


Gilmar: caixa dois ameaça 2018
Presidente do TSE e ministro do STF, Gilmar Mendes disse ontem que o caixa dois detalhado em depoimentos de ex-executivos da Odebrecht na Lava-Jato e no processo de cassação da chapa Dilma-Temer pode ter sido “tão forte ou até mais forte do que o caixa um”. “Imagine o que vai ser uma eleição presidencial, quando vamos ter essa corrida de elefantes, com um sistema sem regulação. Esse tema precisa estar na agenda.” Segundo ele, o sistema de financiamento só com pessoas físicas não resolve. Ontem, mais três ex-executivos da Odebrecht prestaram depoimento no TSE, na ação que pede a cassação da chapa PT-PMDB. (Pág. 3)


‘Italiano era o Palocci’
Executivo da Odebrecht confirma que codinome “Italiano”, registrado em planilha de propina, era do ex-ministro da Fazenda. (Pág. 3)


Rodovias terão nova licitação
O governo fará licitações para renovar a concessão de três rodovias federais importantes para o Rio: a Dutra, a Rio-Juiz de Fora e a Rio-Teresópolis. A ideia de prorrogar os contratos com as atuais concessionárias foi abandonada. Os leilões serão em 2018, pelo critério de menor pedágio. (Pág. 17)


Consignado pode ganhar mais prazo
Para tentar reduzir o endividamento das famílias, o governo estuda alongar o prazo de pagamento do crédito consignado para até quase 11 anos. (Pág. 20)


Varejo entra na guerra pelo FGTS
Grandes redes varejistas estão preparando descontos de até 70% para tentar atrair donos das contas inativas do FGTS. O dinheiro começa a ser liberado sexta-feira. (Pág. 20)


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O Estado de S. Paulo



Manchete : Com PIB fraco, Temer lança pacote com novas concessões
Plano será anunciado hoje com 55 projetos; novidade será a inclusão da privatização de 15 estatais de saneamento

Em busca de um contraponto para a crise política e o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), o governo deve anunciar hoje um pacote de 55 concessões que passarão a integrar a carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A lista terá uma novidade: a privatização de 15 companhias de saneamento estaduais. Traz também um novo instrumento para destravar investimentos em rodovias, que poderá passar pelo fim antecipado dos atuais contratos. Dos 55 projetos do PPI, 35 são linhas de transmissão, com investimentos estimados em R$ 12,7 bilhões, que já estavam na programação da Aneel. Elas deverão ser licitadas em abril e vencerá aquele que cobrar a menor tarifa. No caso das companhias de saneamento, a ideia é aliviar a crise financeira dos Estados. Também entraram para a lista uma rodovia, a BR-101, em Santa Catarina, e quatro terminais portuários.
(Economia / Pág. B1)


Governo avalia elevar impostos para atingir meta
A equipe econômica do governo voltou a avaliar a possibilidade de aumento de impostos caso precise de um empurrão extra para cumprir a meta fiscal deste ano. Por enquanto, o esforço está concentrado no corte de gastos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem repetido a seus auxiliares que fará o necessário para chegar ao objetivo, um déficit de R$ 139 bilhões.
(Economia / PÁG. B4)


Gás de cozinha mais caro
Subsídios ao gás de cozinha serão reduzidos pela Petrobrás. A empresa ainda avalia quanto subirá o preço do produto, presente em 96% dos domicílios do País.
(Pág. B4)


Alckmin admite desejo de disputar a Presidência
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu ontem a intenção de ser candidato à Presidência em 2018. “Se disser que eu não quero ser, não é verdadeiro. Agora, cargo majoritário não é vontade pessoal. É fruto de uma vontade coletiva”, disse Alckmin em almoço com cerca de 400 empresários na capital, após ter sido lançado à sucessão pelo prefeito tucano João Doria. (Política / Pág. A6)


Justiça retoma caso Furnas
Doze anos após as primeiras denúncias sobre esquema de corrupção em Furnas, a Justiça do Rio abriu ação penal contra o ex-deputado Roberto Jefferson e seis pessoas.
(Pág. A7)


Gilmar Mendes defende novo financiamento de campanhas
O ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, defendeu mudanças no financiamento eleitoral até setembro para que as regras valham em 2018. Após sugerir que empresas possam doar a partidos e candidatos, ele concluiu que o País está “num mato sem cachorro” e disse que os juízes se surpreenderam com o tamanho do caixa 2 detectado pela Lava Jato.
(Política / PÁG. A4)


Lava Jato deve olhar investidor
Operação se concentra em proteger dinheiro público e esquece de crimes contra o mercado. Isso atrasa recuperação da confiança na economia.
(Política / PÁGS. A8 e A9)


Diferenças de gênero e cor da pele
Um levantamento do Estadão Dados, com base em informações do IBGE sobre a cor da pele dos brasileiros, mostra que estão “faltando” 2,5 milhões de mulheres pretas e pardas no País em relação ao número de homens consultados sobre o tema. Esse sumiço estatístico mostra que as mulheres costumam se declarar de cor branca em maior quantidade. “Ser mulher negra neste país é muito difícil. Entendo as pessoas que tentam se aproximar de uma realidade que não é delas”, diz a atriz Taís Araújo.
(Metrópole / PÁG. A14)


Eliane Cantanhêde
Poderes batem cabeça e sofrem profusão de críticas, mas pior do que está não fica. (Política / PÁG. A6)


Notas & Informações
O mundo real
Está na hora de impedir com vigor que parasitas do dinheiro público, interessados em criar atmosfera hostil, continuem a contaminar a reforma da Previdência. (PÁG. A3)

Luz e sombra na recuperação
A exportação registrada no bimestre é sinal forte. Mas a recuperação mal começou. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo



Manchete: Trump cria novo decreto para barrar imigrantes
Cidadãos de seis países são proibidos de entrar nos EUA; Iraque sai da lista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda (6) um novo decreto que proíbe por 90 dias a entrada de cidadãos de seis países de maioria muçulmana e de refugiados. A medida só entrará em vigor no próximo dia 16 e se aplica a Síria, Irã, Sudão, Líbia, Iêmen e Somália. Os três primeiros são considerados pelos EUA “patrocinadores” do terrorismo, e os outros três, lugares que têm servido de zonas seguras para terroristas. O Iraque foi retirado da lista de vetados. Assim fica anulado o primeiro decreto, assinado no fim de janeiro, que havia sido suspenso na Justiça e era debatido numa corte federal. Segundo a Casa Branca, as novas regras não têm validade imediata —a medida tenta reduzir erros em sua aplicação e o caos visto em aeroportos pelo país. A grande preocupação do governo Trump foi a de tornar o novo texto menos questionável na Justiça. Após três derrotas em tribunais com a versão anterior, o presidente assinou o decreto sem a presença de jornalistas, ao contrário do que costuma fazer. A ordem exclui do veto cidadãos desses países que já tenham green card ou visto válido na data da assinatura. Esse foi um dos pontos mais contestados anteriormente, já que 60 mil vistos haviam sido cancelados. (Mundo A10)


Temer diz não abrir mão de idade mínima na Previdência
O presidente Michel Temer assumiu pessoalmente a negociação da reforma da Previdência com a Câmara e estabeleceu limites para negociar a sua proposta. Ele afirmou que não abre mão da idade mínima de 65 anos, da regra de transição para os que estão perto de se aposentar e da redução do valor da pensão por morte. O deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator do texto, disse que a idade mínima não pode ser retirada “de jeito nenhum”. (Mercado A15)


Bernardo Mello Franco
Torcida para que o STF atenue crimes é suprapartidária

Na visão de FHC, quem recebeu dinheiro sujo para comprar um iate praticou um “crime”, e quem recebeu dinheiro sujo para se eleger cometeu um “erro”. Há uma torcida suprapartidária para que o STF abrace a teoria de separar o joio do trigo, como defende Alckmin. No caso do mensalão, não funcionou. Foram todos condenados por corrupção. (Opinião A2)


Alckmin afirma, pela 1ª vez, que mira o Planalto (Poder A8)



Editoriais
Leia “A nova lista de Janot”, acerca de investigação de políticos na Lava Jato, e “Paz precária”, sobre acordo entre as Farc e o governo colombiano. (Opinião A2)


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Ronaldo

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