John Huston, Orson Welles, e Peter Bogdanovich no set de The Other Side of the Wind, na década de 1970 (Foto: Steven Jaffe/The Welles-Kodar Collection, University of Michigan, Special Collections Library)

Longa nunca veio a público por conta de problemas financeiros; executivo da Netflix diz que projeto é ‘sonho realizado’


A Netflix anunciou que possui planos para restaurar e lançar o último filme de Orson Welles (1915-1985), The other side of the wind, jamais finalizado devido a problemas financeiros. O projeto será supervisionado pelo diretor e produtor Frank Marshall, que trabalhou com Welles durante as gravações do longa, entre 1970 e 1976.

“Ainda não acredito, mas depois de quarenta anos de tentativas estou muito grato pela paixão e perseverança da Netflix, que nos permitiu, finalmente, entrar na sala de edição para finalizar o último filme de Orson”, disse o produtor. Em abril do ano passado, Marshall já havia comentado sobre as negociações com a Netflix durante a CinemaCon, mas sem dar nenhum tipo de detalhe.

The other side of the wind conta a história de um cineasta mundialmente famoso chamado Jake Hannaford (vivido por John Ruston), que volta a Hollywood para trabalhar em seu último filme – também intitulado The other side of the Wind – depois de anos vivendo na Europa. No início dos anos 1970, o próprio Welles saiu da Europa, onde viveu por uma década, e retornou a Hollywood com o mesmo propósito do personagem. O diretor , no entanto, jamais admitiu que o longa fosse de alguma maneira autobiográfico.

Página do script de ‘The other side of the wind’ escrita à mão (Oja Kodar/The Welles-Kodar Collection, University of Michigan, Special Collections Library)

Outra tentativa de levar a obra a público já havia sido feita, sem sucesso, em maio de 2015, quando membros da equipe original tentaram arrecadar um milhão de dólares para a pós-produção e o lançamento do longa, mas só atingiram 40% da meta – mesmo com o apoio de nomes como Wes Anderson, Noah Baumbach, Clint Eastwood e J J Abrams.

Chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos disse que este é um sonho realizado. “A promessa de trazer ao mundo esse trabalho inacabado de Welles, com a sua verdadeira intenção artística intacta, é motivo de orgulho para mim e para a Netflix. Cinéfilos e entusiastas do cinema ao redor do mundo vão testemunhar a magia de Orson Welles novamente ou pela primeira vez.”



Revista Cult



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