Em debate no Paraná, senadora diz que atual Executivo brasileiro é de "quinta categoria". Para senador Roberto Requião, "governo do Brasil é o capital financeiro"

por Redação RBA


AG. SENADO // Gleisi Hoffmann e Roberto Requião foram à universidade em Cascavel, no Paraná, debater a reforma da Previdência


São Paulo – "Agora vocês entendem por que tiraram a Dilma. Nenhum governo eleito pelo povo faria uma reforma como essa. É só um governo de quinta categoria como o de Temer que tem a desfaçatez de tirar direitos conquistados com tanta luta e há tão pouco tempo", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), no auditório da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, na noite de ontem (2). Ela participou do evento com o colega de Senado Roberto Requião (PMDB-PR).

Gleisi lembrou ao auditório lotado que a tentativa de desmontar a Previdência pública brasileira é apenas uma das muitas ameaças do governo Temer, simbolizadas pela PEC 55, que já virou emenda constitucional. "Já estamos desmontando a Constituição Federal. Além da Previdência, vem aí a reforma trabalhista. E não para por aí. Preparam uma medida provisória para vender terras para os estrangeiros. Onde está a nossa soberania? O que vai ser da agricultura familiar?" Ela também lembrou a venda dos ativos da Petrobras: "estão entregando o Brasil", afirmou.

A senadora ironizou a política econômica do governo. "São tão bons em economia que jogaram a inflação no chão. Não tem inflação, se não tem demanda. Aí colocam mesmo a inflação no chão."

A petista disse que os mais atingidos pela reforma da Previdência, caso ela seja aprovada, são as mulheres, os professores e professoras e agricultores, "que adquiriram direito de se aposentar pela Constituição de 1988". "Ao aumentar a idade de 55 para 65 das mulheres (trabalhadoras rurais), vão tirar dessas mulheres 130 salários. Uma trabalhadora rural começa a trabalhar com 14 anos. Uma mulher que começa a trabalhar com 14 anos chega a 65 anos em condições de continuar trabalhando?"
"Retrato internacional"

Para o senador Requião, a Ponte para o Futuro, apresentada por Temer e seu grupo do PMDB antes do golpe, "é o fim da soberania brasileira".

O parlamentar do PMDB deu um "retrato internacional" do que acontece após o fim da Segunda Guerra em 1945. Ele lembrou que, quando o nazismo foi derrotado, foi criado na Europa o Estado de Direito baseado no desenvolvimento de políticas públicas de proteção social.

Entretanto, em reação ao Estado de bem estar social, surgiu em todo o mundo a "reação dos rentistas", sustentada no tripé formado pela precarização do Estado, com a criação de bancos centrais independentes; a "precarização do parlamento", a partir do financiamento das campanhas eleitorais pelo capital financeiro; e a precarização do trabalho, que, no Brasil, passa pelo fim da CLT e da liquidação da Previdência. "A intenção é a privatização de tudo", disse Requião.

"O Estado mínimo é a proposta desse governo", afirmou o peemedebista. "O governo do Brasil é o capital financeiro. A proposta deles é privatizar tudo." Segundo ele, não há um único índice econômico que aponte hoje para uma melhora da economia brasileira.




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