Ser mais bondoso consigo mesmo pode garantir a motivação necessária para um bom desempenho na universidade e na vida, mostra pesquisa


Estudantes com níveis elevados de autocompaixão se sentem mais energizados, mais otimistas e mais vivos no primeiro semestre da universidade, relata pesquisa da Universidade de British Columbia, no Canadá. Quanto maior a compaixão por si mesmo, diz o estudo, maior a motivação para os estudos e maior resistência às cobranças da vida universitária.

“Nosso estudo sugere que o estresse psicológico que os alunos podem experimentar durante a transição entre o ensino médio e a universidade pode ser amenizado com autocompaixão”, diz Katie Gunnell, autora principal do estudo, em nota.

Segundo a autora, a universidade no primeiro ano pode ser muito estressante. Estudantes que estão acostumados a notas altas podem ficar abalados se não tiverem o mesmo desempenho na universidade. Muitos deles também passam a viver longe de casa e, com isso, perdem o importante apoio social que tiveram no ensino médio.

Para chegar a esses resultados, Gunnel entrevistou 189 estudantes da Universidade de British Columbia e, com um questionário específico validado, ela encontrou a influência da autocompaixão em vários indicadores de bem-estar.




A autocompaixão melhora três características necessárias ao bem-estar: a autonomia, a percepção de competência e as relações. Foto: CC0 Public Domain

O que explica essa influência?


Segundo o estudo, uma teoria que pode ser usada para entender a relação entre autocompaixão e bem-estar: é a da autodeterminação, descrita pelos pesquisadores Edward Deci e Richard Ryan em artigo de 2000. Segundo a teoria, todos os seres humanos têm necessidades psicológicas inatas que, quando supridas, contribuem para um maior bem-estar.


As três necessidades psicológicas são a competência (ou seja, a percepção de que se pode realizar tarefas pessoalmente desafiadoras), a autonomia (ou seja, a percepção de que se está no controle de seus comportamentos) e afinidades (a sensação de conexão com outras pessoas).

Segundo a pesquisa, a autocompaixão contribui para o desenvolvimento dessas três competências. Para a autonomia, encoraja a busca autônoma por novas habilidades. Em relação à competência, ela aumenta a percepção de que os desafios fazem parte de uma experiência humana – aumentando a percepção sobre a competência. Também a ausência de compaixão eleva pensamentos críticos que podem prejudicar a percepção de competência.

Por fim, a autocompaixão pode facilitar a percepção de afinidades porque permite reconhecer que as próprias necessidades são tão válidas e dignas de atenção quanto as necessidades alheias. A autobondade para consigo aumenta a bondade para com os outros e, por isso, melhora as relações interpessoais.

As descobertas do estudo destacam o potencial das faculdades e universidades para melhorar a autocompaixão dos alunos do primeiro ano por meio do desenvolvimento de oficinas ou campanhas. O incentivo à autocompaixão é uma maneira de garantir a permanência de alunos na universidade, salientam.



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Ronaldo

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