A Wikipédia lista 113 produções mainstream de diversos países que contém pelo menos uma cena de sexo não-simulado. Nem todas os filmes são eróticos e nem todas as cenas de sexo são, de fato, sexy. Confira alguns exemplos


Love (Gaspar Noé, 2015)



O casamento de Murphy e Omi não é lá essas coisas. Interessante mesmo era a relação entre Murphy e uma antiga namorada, Electra. O filme conta, em flashbacks, toda a relação entre os dois, desde o momento em que se conheceram até o tumultuado fim da relação. Mas as cenas estão todas fora de ordem. Love chocou plateias por mostrar o nu masculino com naturalidade (fora de um contexto homoerótico) e ser lançado em 3D. Proibido para quem fica constrangido com facilidade. (Via SUPERINTERESSANTE)

Calígula (Tinto Brass, Giancarlo Lui, Bob Guccione, 1979)



Conheça o imperador romano Calígula. Diz a história que o cara era bem excêntrico: casou-se com a irmã e nomeou um cavalo senador. O roteiro final tinha ainda mais bizarrices. Mas Bob Guccione queria ir além: contratou moças que tinham posado para a revista Penthouse (que ele mesmo fundou) para cenas de sexo e carregou a mão nos takes. O resultado é uma história interessante com closes e mais closes de sexo não-simulado entre uma cena e outra.

Nove canções (Michael Winterbottom, 2004)



Ao longo de um ano, a relação entre o britânico Matt e a intercambista americana Lisa passa por altos e baixos, em meio a diversos shows de rock. A relação íntima é mostrada com bastante honestidade - e o orgasmo real mostrado na tela pode incomodar os mais tímidos.

The brown bunny (Vincent Gallo, 2003)



A grande controvérsia desse filme está depois do meio do filme (spoilers!), quando uma das frequentes brigas entre o casal protagonista termina com a moça (Daisy, interpretada pela atriz indicada ao Oscar Chloë Savigny) fazendo sexo oral no rapaz (Vincent Gallo, que, além de atuar, também escreveu, produziu e dirigiu o filme). Quem não viu o filme não mede palavras para atacar a estratégia narcisista de Gallo em aparecer transando em cena. Mas Chloë Savigny já defendeu o colega, dizendo que o filme "deveria passar em museus", de tão artístico.

Shortbus (John Cameron Mitchell, 2006)



Sofia é terapeuta sexual, mas é incapaz de chegar ao orgasmo com seu marido. James, seu paciente, também não vai muito bem no quesito vida sexual. A partir da relação entre os dois protagonistas, diversos outros personagens são introduzidos na cena, tendo como pano de fundo uma espécie de clube sexual chamado Shortbus. O filme fez sucesso graças às cenas de sexo com contexto e à diversidade de personagens e orientações sexuais.

Um estranho no lago (Alain Guiraudie, 2013)



Num lago frequentado por muitos naturistas gays, a relação entre três homens (sendo um deles um assassino) mistura drama, suspense e romance. As cenas de sexo ficam por conta dos diversos frequentadores do tal lago, que também é um lugar de pegação livre. As cenas explícitas foram estreladas por dublês de corpo.

Romance (Catherine Breillat, 1999)



Um dos poucos filmes do tipo dirigidos por mulheres, Romance narra as aventuras sexuais de Marie, que deixa o marido de lado para explorar sua própria sexualidade ao lado de Paolo. Mas o cara, que é vivido pelo ator pornô Rocco Siffredi, é só o primeiro de uma série de amantes que Marie usa para compreender melhor seus próprios desejos.

Hotel Desire (Sergej Moya, 2011)



Sexo também é arte. E uma boa evidência disso é este filme. Em 38 minutos, ele mostra o encontro íntimo entre uma mãe solteira que trabalha em um hotel e um hóspede cego. O sexo real entre os atores é bastante intenso, mas não lembra em nada os filmes pornográficos comuns.

Intimidade (Patrice Chéreau, 2001)



Um casal que não se conhece se encontra uma vez por semana para encontros sexuais sem compromisso. Mas aí ele começa a ficar interessado demais na identidade da moça, e acabou-se o que era doce. O filme não chama tanta atenção pela cena de sexo não-simulado: a trama de suspense é envolvente e vai bem além do quase romance perigoso entre os protagonistas.

Anticristo (Lars von Trier, 2009)



Anticristo é o anti-pornô: impossível não se retorcer com as poucas (porém muito intensas) cenas de sexo explícito. Na primeira delas (que acontece logo no início), um casal transa apaixonadamente enquanto seu filho, sem supervisão, cai de uma janela e morre. E o clima só piora. Von Trier, que dirigiu Ninfomaníaca anos depois, consolidou de vez sua fama de diretor controverso com esse lançamento, e ganhou vários inimigos entre os grandes críticos de cinema do mundo.

Lucia e o sexo (Julio Medem, 2001)



Um dos melhores filmes desta lista, Lucia e o sexo é a história linear do casal formado por Lucía, uma garçonete, e Lorenzo, um escritor. Há inúmeras cenas sensuais (como o título entrega), mas o sexo pra valer acontece dentro de um filme pornô gravado por um dos personagens. Também tem espaço pra sexo explícito na “vida real” dos personagens.

Império dos sentidos (Nagisa Oshima, 1976)



Uma ex-prostituta se torna alvo favorito de seu chefe. A relação, que começa abusiva da parte dele, torna-se obsessiva da parte dela. O ápice do filme acontece numa cena de sexo explícito que logo deixa de ser erótica. Sem dar muitos spoilers, podemos dizer que um dos personagens corta o mal pela raiz.


Sexo sempre serviu de inspiração para a arte. Foi assim com a pintura, com a arquitetura, com a música, com a escultura. Não houve motivos para que o tema não inspirasse também a sétima arte.

Ok, a gente sabe que provavelmente existem mais vídeos pornôs do que filmes "de verdade" no mundo. Mas o sexo também aparece nu e cru em filmes mainstream - esses que passam no cinema, com história, com personagens profundos, etc.

Não estamos falando aqui daquelas cenas de sexo meio escuras, obviamente simuladas, em que o máximo que aparece é um peito desnudo (geralmente feminino). Há milhares de grandes cenas do cinema com essas características. Estamos falando de sexo real, que os atores (ou dublês, em alguns casos) realmente transam diante das câmeras.

Algumas produções são bem difíceis de encontrar, mesmo por meios ilícitos. Mas, quem se interessar, não terá muitos problemas para encontrar os exemplos que separamos aqui. Spoiler: a linha entre a arte e a pornografia pode ser bem tênue.

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