Para PF, Malafaia participou de um esquema de corrupção ligado a royalties da mineração


HuffPost Brasil

UESLEI MARCELINO / REUTERS


Parece que o jogo virou para Silas Malafaia, o "pastor da moral" da Assembleia de Deus. Um relatório de conclusão de inquérito obtido pela revista IstoÉ revelou que a Polícia Federal indiciou o pastor por lavagem de dinheiro e participação em um esquema de corrupção ligado a royalties da mineração.

Segundo a PF, o pastor teria recebido R$ 100 mil de um escritório de advocacia que estava no centro do esquema de corrupção.

O relatório de conclusão da PF é referente às informações colhidas da Operação Timóteo, na qual Malafaia havia sido alvo de condução coercitiva em dezembro de 2016. A operação foi batizada de Timóteo como inspiração em passagem do livro homônimo da Bíblia:

"Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruião."

Na época, Malafaia afirmou que os R$ 100 mil recebidos foram "doados" de um empresário, após o pastor "orar" por ele. Malafaia disse que o empresário fez um depósito em sua conta bancária pessoal depois da oração.

Ele acrescentou ainda que foi alvo de perseguição. "Estou desafiando a provarem que eu estou envolvido com esses canalhas, meta eles na cadeia", disparou Malafaia. "É uma tentativa de me denegrir."

Mas, para a PF, os referidos R$ 100 mil recebidos como doação por uma oração sãorecursos ilícitos que foram desviados de prefeituras e repassados como propina -- o que justifica a polícia ter indiciado por corrupção ativa e peculato, de acordo com informações obtidas pela revista.

Além de Malafaia, a PF indiciou 49 pessoas que estariam ligadas ao esquema. Entre eles estão o ex-diretor de Procedimentos Arrecadatórios do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Marco Antônio Valadares Moreira, indiciado como líder da organização criminosa. No total, os valores involvidos no esquema de corrupção e de desvios de impostos sobre mineração ultrapassam os R$ 66 milhões.

Malafaia voltou a criticar os novos fatos. No Twitter, o pastor chamou o jornalista da IstoÉ de "canalha" e alega que a reportagem apenas "requentou" informações para lhe atingir.

Enquanto isso, o Twitter recebeu a notícia e já ficou em clima de Carnaval. Os usuários ironizaram o fato de Silas Malafaia, que é criticado por suas declarações homofóbicas e machistas, ser justamente indiciado por uma provável falta de ética e desvio de conduta.Será que o jogo virou?


Huffpost Brasil 
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

Poste aqui o seu comentário:

0 comments:

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;