'Temos grandes planos e sofremos quando não podemos concretizá-los rapidamente', disse o líder da Revolução Cubana em discurso de posse



No dia 16 de fevereiro de 1959, o líder revolucionário de Cuba, Fidel Castro, torna-se o mais jovem primeiro-ministro da história do país. Aos 32 anos, presta juramento no gabinete do Palácio Presidencial em Havana.


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Fidel Castro havia comandado a resistência armada contra o governo militar de sete anos do presidente Fulgêncio Batista e chefiara o exército 26 de Julho, uma força guerrilheira que exilou o velho regime no primeiro dia do ano de 1959.

Contudo, era a primeira vez que assumia responsabilidades administrativas dentro do novo governo provisório.

O jornal cubano Revolution, tido como porta-voz do exército 26 de Julho, explicou que a indicação devia-se a necessidade de resolver o problema da “dispersão do poder”, visto que muitos trabalhadores e indústrias vinham prestando atenção aos pronunciamentos de Fidel desde o triunfo da Revolução, mas não aos do governo. Segundo a publicação, “De agora em diante, o governo, a revolução e o povo seguirão o mesmo rumo”.

Estava cumprindo a licença de seu posto de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas quando José Miró Cordoba, primeiro-ministro desde 5 de janeiro renunciou sem dar grandes explicações.

Aliados e jornalistas cubanos e estrangeiros testemunharam a posse de Fidel, que trajava uniforme de campanha verde-oliva e ostentava sua marca registrada: a barba e o quepe quadrado.

“Temos grandes planos e sofremos quando não podemos concretizá-los rapidamente. Preparativos técnicos, porém, tomam tempo”, disse em seu discurso.

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Negou também qualquer interesse em tornar-se presidente, alegando que as medidas tomadas na semana anterior para reduzir a idade mínima de elegibilidade haviam sido iniciativa do presidente em exercício, Manuel Urrutia Lleo.

Urrutia e o primeiro-ministro Fidel Castro eram velhos amigos. Esperava-se que pudessem trabalhar em conjunto para atingir os objetivos revolucionários de reforma econômica e elevação do padrão de vida para todos os cubanos.

Em 18 de julho de 1959, o gabinete cubano recusou-se a aceitar a renúncia de Fidel Castro, alegando que o presidente Urrutia estava obstruindo as reformas e, por conseguinte, imediatamente convocado a se demitir.

O antagonismo com os EUA agravou-se quando Washington resolveu, a partir da década de 1960, ameaçar a imposição de sanções econômicas contra Cuba. Daí surge a aproximação do país com a União Soviética.

Fidel Castro sancionou uma nova constituição e se tornou, em 1976, presidente, secretário-geral do Partido Comunista e Comandante-em-Chefe do Exército.



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