Para o presidente, legenda deve se aliar a PDT, PC do B, Rede e PSol em disputa pela presidência da Câmara

por Redação RBA

PAULO PINTO/AGÊNCIA PT // Presidente do PT quer legenda unida à oposição no enfrentamento aos projetos de Temer que reduzem direitos


São Paulo – Em seu artigo semanal, que nesta semana foi publicado hoje (29), o presidente nacional do PT expõe sua opinião pessoal sobre as eleições das Mesas da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o 6º Congresso abriu as comportas para o debate de ideias, para a livre expressão das bases, para o florescimento de novas propostas, para o livre curso da luta política, a qual, quando fraterna e leal, vivifica e nos fortalece para militar, na melhor tradição destes 37 anos.

E que o clima de Congresso estende-se com maior intensidade e amplitude nas incontáveis manifestações de militantes a respeito da tática que nossas bancadas devem seguir na eleição das Mesas da Câmara dos e do Senado.

Essas manifestações, segundo Falcão, percorreram as redes na Internet – uma comunicação livre que é “a prática mais subversiva de todas” e que empodera seus mensageiros –, mobilizaram presidentes de diretórios, parlamentares e tendências organizadas.

"Enfim, uma mobilização cujo objetivo é questionar a resolução do Diretório Nacional, aprovada no dia 20 de janeiro último, e que orienta nossas deputadas, deputados, senadoras e senadores a se posicionarem na sucessão da direção das duas Casas", diz em artigo.

Ele admite divergências em torno da melhor tática parlamentar, motivada pela conjuntura inaugurada pelo golpe, razão pela qual a Comissão Executiva e o Diretório Nacional decidiram pautar o tema – que antes antes do impeachment era tratado predominantemente no âmbito das bancadas.

E reitera a disposição de oposição ao "governo usurpador" e a todos os projetos antipopulares, antinacionais e de supressão de direitos, dentro e fora do Congresso.

"Minha opinião pessoal é que nos unamos aos parlamentares da oposição (PDT, PC do B, Rede e Psol) num bloco a ser encabeçado por alguém deste campo", afirma. "E que o voto das nossas bancadas se paute pelos compromissos enunciados pelo PT, expressando publicamente, de forma unitária e transparente, a razão da escolha."

O presidente do PT afirma estar convicto de que, desse modo, o entusiasmo da militância se propagará em todas as frentes de luta: na defesa do companheiro Lula e de sua futura candidatura a presidente, no enfrentamento da reforma da Previdência e trabalhista e pela antecipação das eleições diretas.



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