Em encontro com metalúrgicos em São Bernardo, ex-presidente Lula debateu a elaboração de propostas para o Brasil voltar a crescer e repensar a política e o sindicalismo



Foto: Filipe Araújo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (24) da reunião ampliada da diretoria da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, com representantes de trabalhadores de todo o país

Lula debateu a elaboração de propostas para o Brasil voltar a crescer, ser um país feliz e repensar o tipo de política e sindicalismo no Brasil. “Não é possível que seis cidadãos ganhem o que ganha metade da população do Brasil. Ou oito pessoas no mundo ganharem o mesmo que 3 bilhões e 200 milhões”, citou ele, referindo-se a dados de desigualdade recentemente divulgados na mídia nacional e internacional.

Para o ex-presidente, “somente quem fez no passado pode usar o seu legado não para repetir o que for feito, mas a partir dele propor uma coisa nova” para enfrentar a atual crise.

Apontando que os países desenvolvidos se endividaram mais do que o Brasil para não fazer a economia quebrar após 2008, Lula defendeu que o país retome iniciativas, com investimento social e infraestrutura, para fazer com que a economia brasileira retome a inclusão social e o mercado interno: “Se a gente não pensar em algo factível que faça a economia rodar, a gente não tem jeito.”

Lula disse ainda que o governo ora no poder deveria voltar a investir em ativos de infraestrutura. “Quem tem a obrigação de acionar a máquina é o Estado. O Itaú e o Bradesco nunca emprestaram dinheiro a longo prazo. Sempre foi o banco público, que esses meninos do Ministério Público estão querendo destruir. Eles deviam disputar eleições.” Lula apontou que a Petrobrás voltou a contratar navios e empresas estrangeiras “A quem interessa destruir a engenharia brasileira?”.

Para o ex-presidente, a luta dos trabalhadores agora é mais política, para a sociedade entender o que está acontecendo para impedir que ocorram as reformas da Previdência e a Trabalhista, do que uma luta pela defesa de setores corporativos. “(Michel) Temer não deu o golpe para fazer o que vocês querem. Ele deu o golpe para fazer o que vocês não querem.” Os pobres que estão pagando as contas da crise porque “poderiam ter jogado a quebradeira nas costas dos ricos.”

Lula
Axact

Ronaldo

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