O Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) divulgou uma pesquisa nesta sexta-feira (27) que confirma que o desemprego subiu em todas as regiões do país em 2016, tornando-se a maior chaga dos brasileiros após a concretização do “golpe dos corruptos” que afastou Dilma Rousseff. De nada adianta a blindagem da mídia mercenária, que ainda tenta vender a miragem de que a economia está melhorando. O Judas Michel Temer já passa a ser visto pela sociedade como o exterminador de empregos – a exemplo do que ocorreu, no passado, com o detestado tucano FHC.

Segundo o Dieese, a taxa de desemprego cresceu em todas as regiões pesquisadas durante o ano passado: no Distrito Federal, ela foi de 14,5% para 18,6%; em Fortaleza, de 9,5% para 13,4%; em Porto Alegre, de 9,6% para 10,7%; em Salvador, de 19,9% para 25,2%; e em São Paulo, de 13,9% para 16,2%. Como resultado da explosão do desemprego, que eleva a concorrência por vagas e facilita a gula dos patrões, entre novembro de 2015 e de 2016, o rendimento médio real dos ocupados caiu em todas as regiões pesquisadas: Distrito Federal (-12%), Porto Alegre (-7,7%), Salvador (-6,4%), São Paulo (-2%) e Fortaleza (-1,8%).

Queda recorde de arrecadação
O aumento do desemprego e a queda de renda também têm efeitos na arrecadação de impostos – o que impacta os próprios serviços públicos. A Receita Federal divulgou nesta semana que a recessão agravada pela política econômica do Judas Michel resultou em 2016 no pior nível de arrecadação desde 2010. Nem mesmo a repatriação dos recursos mantidos ilegalmente por ricaços no exterior conseguiu reverter a deterioração das contas públicas. Em 2016, a arrecadação de impostos chegou a R$ 1,289 trilhão, queda de 2,97% em termos reais quando em comparação ao exercício anterior.

Segundo a Agência Reuters, a situação das contas públicas torna-se cada dia mais trágica. “Apenas em dezembro, informou a Receita Federal, a arrecadação teve baixa de 1,19 por cento sobre novembro, a 127,607 bilhões de reais. O desempenho para o mês foi o mais fraco desde 2009... O cenário de recessão impactou diretamente a arrecadação de importantes tributos, com destaque para Cofins/Pis-Pasep, com queda de 6,89 por cento sobre 2015, equivalente a 19,5 bilhões de reais, diante da queda no volume de vendas e de serviços. Também foram expressivas as retrações vistas no Imposto de Importação/IPI-Vinculado (-16,1 bilhões de reais no ano) e na receita previdenciária (-14,1 bilhões de reais), esta última fundamentalmente afetada pela redução da massa salarial no país”.


Altamiro Borges
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