O Globo



Manchete: Exclusão de bombeiro e PM agrava crise dos estados
Categorias respondem por metade do déficit das previdências estaduais

Analistas criticam recuo do governo e lembram que União havia se comprometido com os governadores a incluir os regimes especiais. Regras de transição para os funcionários públicos serão mais suaves

A decisão do governo de retirar policiais militares e bombeiros da proposta de mudança nas regras da aposentadoria foi criticada por especialistas. As duas categorias respondem por um déficit de R$ 28,8 bilhões nas previdências estaduais, ou quase metade do rombo total de R$ 60,9 bilhões dos 26 estados e do Distrito Federal. Analistas lembram que o governo federal havia se comprometido com os governadores a incluir esses regimes especiais na mudança constitucional. A proposta de reforma da Previdência também prevê regras de transição mais suaves para funcionários públicos em relação a trabalhadores do setor privado. Para os servidores que foram admitidos antes de 2013, não haverá redutor no valor dos benefícios. (Págs. 19 a 21)

EDITORIAL

‘Leniência de políticos explica reforma da Previdência’ (Pág. 16)

MÍRIAM LEITÃO

TRATAMENTO DESIGUAL

Retirada dos militares aumentará a resistência do país à reforma da Previdência. (Pág. 20)


‘Decisão do Supremo se cumpre’
Depois de desafiar o STF, Renan acelera emenda do teto

Dois dias após descumprir liminar do ministro Marco Aurélio Mello, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que “decisão judicial do Supremo se cumpre”. Renan comentava o fato de ter sido mantido no cargo pelo STF. O senador seguiu o negociado e fez três sessões para acelerar a votação do teto de gastos. Marco Aurélio disse acreditar que houve acordo para beneficiar Renan. (Págs. 4 e 5)


Centrão pressiona e Temer recua de indicação de tucano
Depois de escolher o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, para a Secretaria de Governo no lugar de Geddel Vieira Lima, o presidente Michel Temer recuou da decisão. O motivo foi a pressão do centrão. O presidente ouviu de líderes da base aliada a queixa de que Imbassahy, pré-candidato à presidência da Câmara, ajudaria, como ministro, a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). O centrão tem ao menos dois candidatos à sucessão de Maia. (Pág. 3)


Tráfico mata turista em Santa Teresa
O turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, foi morto por traficantes com um tiro na cabeça ao entrar por engano no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ele estava de moto com um primo, liberado após passar duas horas de terror em poder dos bandidos. Os dois viajavam pela América do Sul. (Pág. 8)


Trump irrita ambientalistas
A escolha do polêmico Scott Pruitt para a Agência de Proteção Ambiental pelo presidente eleito dos EUA, Trump, alarmou ativistas no mundo e no Brasil. (Pág. 27)


Boliviana diz ter sido pressionada
Celia Castedo, que está no Brasil, diz que sofreu pressão para modificar o relatório em que contestava o plano de voo da Lamia. Diretor de aviação da Bolívia é detido. (Pág. 29)


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O Estado de S. Paulo



Manchete: Planalto admite rever idade mínima para aposentadoria
Regra de transição na Previdência também pode ser negociada com centrais sindicais para reduzir resistência à reforma

Para enfrentar resistências à reforma da Previdência, o Planalto está disposto a negociar com centrais sindicais mudanças na idade mínima de 65 anos incluída na proposta enviada ao Congresso na segunda-feira. Também poderá entrar na discussão o “pedágio” que obrigará homens de 50 anos e mulheres de 45 a trabalhar mais para se aposentar, além do “gatilho” que elevaria a idade mínima a 67 anos até o fim dos anos 2050. No texto da proposta de emenda constitucional encaminhada aos parlamentares, o governo estabeleceu uma regra de transição até a implementação completa da reforma, com um pedágio de 50% sobre o tempo de contribuição que falta para se aposentar. O valor é maior dos que os 40% discutidos inicialmente durante a elaboração do texto. Segundo interlocutores do governo, a proposta foi desenhada com uma “gordura” para negociação. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

À espera de negociações

Para especialistas em Previdência, não há surpresa no fato de o governo começar a negociar a reforma. Até defensores incondicionais de mudanças mais duras avaliam que os pontos mais polêmicos sofrerão revisão. (PÁG. B3)


Centrão reage e Temer recua de nomeação de deputado tucano
A forte reação do Centrão – bloco informal de 13 partidos da base aliada liderado por PP, PSD e PTB – fez o presidente Michel Temer recuar do anúncio da escolha do líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), para comandar a Secretaria de Governo no lugar de Geddel Vieira Lima. Temer chegou a convidar Imbassahy, mas o Centrão, ao saber da decisão, ameaçou bloquear a tramitação da reforma da Previdência. (POLÍTICA / PÁG. A4)


Coluna do Estadão
A equipe econômica discute medidas para facilitar a vida das empresas. A ideia é fazer uma “melhoria no ambiente de negócios”, atacando problemas do setor, como a burocracia. Com a pressão por resultados na economia, as conversas foram aceleradas. (PÁG. A4)


Foto-legenda: "Decisão do STF é para se cumprir"
Um dia após conseguir permanecer na presidência do Senado com aval do Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Calheiros (PMDB-AL) determinou a abertura de três sessões em menos de seis horas e completou o prazo regimental para pôr em votação a PEC do Teto. A proposta é a principal preocupação do governo Michel Temer, que trabalhou para mantê-lo no comando do Congresso. Apesar de na segunda-feira ter se recusado a receber notificação da decisão do ministro Marco Aurélio Mello que mandava afastá- lo da chefia da Casa, ontem ele declarou que decisão do STF é “para se cumprir”. (POLÍTICA / PÁGS. A6 e A7)


Notas & Informações
A correção necessária

Prevaleceu no STF o sentimento de que o País não suporta mais o acirramento de ânimos. (PÁG. A3)

A ajuda à Santa Casa

Empréstimo permitirá à instituição dar um passo importante para superar sua grave crise. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo



Manchete: Odebrecht diz ter pago caixa 2 a Alckmin em dinheiro vivo
Segundo delatores, tucano recebeu R$2mi via cunhado; governadordiz só terautorizado doação legal

A Odebrecht disse à Lava Jato ter pago caixa dois em dinheiro vivo para as campanhas de 2010 e 2014 do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), informa Bela Megale. As delações ainda não foram homologadas pelo STF. Segundo a empreiteira, o empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin, recebeu R$ 2 milhões em seu escritório em São Paulo. O caixa dois não foi discutido diretamente com Alckmin, afirmam executivos. Naquele ano, 2010, o tucano venceu no primeiro turno. Na eleição seguinte, Marcos Monteiro, hoje secretário de Planejamento do governo paulista, teria sido um dos intermediários das doações ilegais, segundo depoimentos. A Folha não obteve o valor do suposto repasse em 2014. Entre os delatores está o ex-diretor Carlos Armando Paschoal, que disse ter pago ilegalmente R$ 23 milhões em 2010 para a campanha presidencial de José Serra (PSDB). Procurado, Alckmin afirmou que só tesoureiros oficiais foram autorizados a arrecadar doações, todas em conformidade com a lei. O tucano disse ser prematuro tratar de vazamentos de delações não homologadas. (Poder A4)


Governo estuda liberar parcela do FGTS para quitar dívidas
Para tentar destravar a retomada econômica, o governo Temer (PMDB) estuda permitir saque de parte do FGTS para trabalhadores quitarem empréstimos bancários. Está em análise também a liberação de recursos que os grandes bancos depositam obrigatoriamente no Banco Central, o compulsório,para refinanciar dívidas a taxas mais baixas. (Mercado A15)


Para ex-ministro, Supremo acertou no caso Renan
O ex-ministro do STF Carlos Velloso disse que o plenário da corte acertou ao reverter a decisão individual do ministro Marco Aurélio de afastar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. “Há que se pensar no fortalecimento das instituições, no fortalecimento da República. O Supremo mandou bem”, afirmou. (Poder A7)


João Manoel P. de Melo
Para PIB crescer é crucial aumentar a produtividade

Há desalento conjuntural no país. Mas há também algo estruturalmente errado: o desempenho econômico é perenemente medíocre. É crucial aumentar a produtividade. Ofereceremos às empresas pacote de dificuldades. O certo é oferecer condições adequadas e abrir a economia para competição. (Mercado A24)


Hélio Schwartsman
Crise institucional existe a depender das expectativas

Vivemos uma crise institucional? Depende do que se espera das instituições. Se você pensa que elas devem fazer com que todos se comportem como lordes ingleses, as coisas vão mal. Mas se você quer que elas evitem que disputas políticas degenerem em violência, eu diria que estão funcionando. (Opinião A2)


Foto-legenda: Cumpra-se
Mantido no cargo pelo STF, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) preside sessão; após ignorar liminar, ele disse que decisão judicial ‘é para ser cumprida’ (Poder A6)


Padilha fez pedido a ministro em caso de interesse privado
Em 2012, Eliseu Padilha (PMDB), à época deputado e hoje chefe da Casa Civil, pediu a Edison Lobão (PMDB), então ministro de Minas e Energia, que intercedesse em disputa de seu interesse no Rio Grande do Sul. Ambos negam ilegalidades. (Poder A8)


Após pressão, Temer hesita em colocar um tucano na articulação (Poder A8)



Planos e hospitais testam novo tipo de remuneração
Planos de saúde e hospitais testam uma forma de remuneração que considera a qualidade da assistência e não mais a quantidade de procedimentos. Atualmente vigora o pagamento por serviços, que estimula o desperdício e a alta de custos. O novo modelo agrupa pacientes com as mesmas doenças e institui um valor fixo pelo tratamento. (Cotidiano B1)


Editoriais
Leia “Salvou-se”, acerca de decisão do STF de manter Renan no cargo, e “Ensino reprovado”, sobre desempenho brasileiro em exame internacional. (Opinião A2)


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Mídia
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis cliente. Boa leitura e boas compras.

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