Morria no dia 2 de dezembro de 1814 em Saint-Maurice, na França, o polêmico Marquês de Sade. Aristocrata francês e escritor libertino, do seu nome deriva o termo médico sadismo - a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros. Nascido em Paris, em 2 de junho de 1740, ele foi preso várias vezes e perseguido tanto pelos seguidores da monarquia, como pelos revolucionários vitoriosos de 1789 e depois por Napoleão. O seu livro “120 Dias de Sodoma”, por exemplo, relata como nobres devassos abusavam de crianças raptadas durante uma orgia em um castelo de luxo. Violência, mutilações e assassinatos fazem parte da trama. Sade também provocou os valores cristão em seus livros. Um exemplo é “A Filosofia na Alcova (Preceptores Morais)”, no qual um casal de irmãos e um amigo libertino "educam" a jovem Euginè, mostrando-lhe aversão aos dogmas religiosos e costumes da época. Na velhice, Sade, já separado de sua primeira esposa, Renné, foi ajudado pela atriz Marie-Quesnet, que mudou-se com ele para o Hospício de Charenton. Nessa época, sob o olhar tolerante de Marie-Quesnet, teve um affair com a filha de uma carcereira, de 14 anos. Sade morreu aos 74 anos e, se tivesse tido tempo, depois que deixasse o hospício, planejava produzir peças teatrais pornográficas.


Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

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