Em um dia como este, no ano de 1955, Rosa Parks, uma costureira negra norte-americana, era presa por negar o seu assento a um homem branco durante uma jornada em um ônibus de transporte público, em Montgomery, no Alabama, EUA. Ela foi detida por não respeitar as leis locais de segregação social na cidade. A prisão de Parks, que já era envolvida em movimentos contra o racismo, resultou em um generalizado boicote dos negros ao transporte público da cidade. O ato de desobediência civil foi organizado por um jovem pastor chamado Martin Luther King, Jr.

O boicote ao sistema de ônibus duraria mais de um ano e, durante este período, os participantes buscaram as mais diversas alternativas ao transporte público, como andar a pé, bicicletas, carona e uso de carros particulares, tudo para evitar os ônibus. Obviamente, o impacto foi sentido, já que os negros eram 70% dos usuários. Como resultado, a Suprema Corte dos EUA considerou anticonstitucionais as leis de segregação racial em Montgomery e no estado do Alabama no dia 13 de novembro de 1956. No dia 20 de dezembro, King anunciou o fim ao boicote, que terminou oficialmente no dia seguinte. Depois desta vitórias, muitos outros movimentos pela igualdade, baseados em atos de desobediência civil, estariam por vir.

Rosa Parks entrou para a história como "a mãe dos movimentos pelos direitos civis". Depois da aposentadoria, ela escreveu uma autobiografia. No final de sua vida, Rosa Parks passou a sofrer do Mal de Alzheimer. Ela morreu no dia 24 de outubro de 2005 de causas naturais, aos 92 anos. Seu corpo foi velado no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, uma homenagem prestada a poucos que não fizeram parte do governo norte-americano. Somente ela e o arquiteto francês Pierre L'Enfant, que projetou a capital dos EUA, já receberam a honraria.



Imagem: [Domínio público], via Wikimedia Commons

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Ronaldo

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