Citado 43 vezes pelo executivo Claudio Melo Filho, da Odebrecht, o presidente Michel Temer chamou, nesta segunda-feira (12) de "ilegítima" a divulgação por meio de vazamento de investigações criminais.

Em requerimento enviado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o peemedebista pediu celeridade nas apurações e disse que a lentidão prejudica o ajuste fiscal proposto pelo governo.
"A condução dessas e de outras políticas públicas a cargo da União vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas em investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal quando ainda não completado e homologado o procedimento de delação", escreveu em documento assinado com a advogada-geral da União, Grace Mendonça.


Na avaliação do presidente, "o fracionado ou porventura lento desenrolar de referidos procedimentos pré-processuais, a supostamente envolver múltiplos agentes políticos, funciona como elemento perturbador de uma série de áreas de interesse da União".

Ele citou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, a reforma da Previdência, o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), liberação de créditos para micro e pequenas empresas e mudanças de tributação no Simples Nacional.

Temer lembrou que Janot suspendeu acordos de colaboração em situações análogas de vazamento e disse que a rapidez em concluir as investigações é indispensável para a superação da "situação fática vivenciada pelo país".

Em nota, o PMDB exigiu esclarecimentos "desde o vazamento criminoso de uma proposta de deleção não homologada" e afirmou que "não cometeu nenhum tipo de erro em relação a recursos de campanha, sempre agiu de forma responsável e legal e teve todas suas contas aprovadas".

Cláudio Melo Filho disse ter entregue dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para a campanha de 2014 do peemedebista no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente. Outros 50 políticos de 11 partidos também foram citados pelo delator.

Em nota, a assessoria de Temer negou as acusações e afirmou que todas as doações feitas pela empreiteira foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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