Sugestão de Vânia

No Brasil, o Papa Francisco seria "bolivariano", "esquerda caviar"


Por Bob Fernandes


Os Estados Unidos têm estimadas 5.113 ogivas, bombas nucleares. E 450 mísseis intercontinentais.

Esse arsenal, um PIB de US$ 17,7 trilhões, e os norte-americanos elegeram... um Trump...

Na chamada "Era da Globalização", os Estados Unidos estão radicalmente divididos. Pelas desigualdades, assim como os ingleses se dividiram no Brexit.

No Brasil, a secular divisão por desigualdades agora é profunda, e solar.

Três dias antes da eleição de Trump, no Vaticano, o "Terceiro Encontro Mundial de Movimentos Populares". E o Papa Francisco falou sobre esse Mundo dividido.

Para Francisco, mundo dividido entre "Os Povos" e o "Muro do dinheiro".

Com clareza e dureza raras vezes vistas em Chefe de Estado, o Papa perguntou: "Quem governa? Como governa?".

O próprio Papa respondeu:

-O Dinheiro governa. Governa com o chicote do medo, da desigualdade, da violência econômica, social, cultural e militar que gera sempre mais violência...

Diz o Papa: "Existe um terrorismo de base que deriva do controle global do dinheiro sobre a Terra e ameaça toda a humanidade".

"Existe corrupção na política", entende o Papa, como "existe corrupção nas empresas, existe corrupção nos meios de comunicação, existe corrupção nas Igrejas...".

"Existe corrupção também nas organizações sociais e nos movimentos populares", adverte o Papa.

Francisco atacou a "Ordem Mundial" que fez do dinheiro "um ídolo", e a corrupção nos mercados financeiros. O que chamou de "A Internacional do Dinheiro".

A corrupção via mercados, alerta o Papa, "é menos notícia do que a corrupção diretamente ligada ao âmbito político e social".

Francisco cobrou a "resolução radical dos problemas dos pobres", a renúncia "à autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira".

Sem tais ações, prega Francisco, "não se resolverão os problemas do mundo e, definitivamente, nenhum problema".

O Papa conclamou 5 mil representantes de Movimentos Populares de 60 países ao trabalho de mudar um "sistema socioeconômico" imoral, injusto e desigual.

Na baciada do asneirol clichê o Papa Francisco seria um "comuna", um "bolivariano" da "esquerda caviar"...


GGN


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