Antes mesmo que a Câmara aprove, em segunda votação, a PEC 241 que estabelece o teto para os gastos públicos por 20 anos, como todos esperam em Brasília, a comissão para reforma política, que será instalada nesta terça-feira, já está encontrando uma brecha para garantir mais dinheiro para os partidos: R$ 3 bilhões por ano para o funcionamento das legendas e financiamento das campanhas eleitorais.

Sob o pomposo nome de "Fundo de Financiamento da Democracia", o projeto foi apresentado pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), que ontem mesmo entregou cópias ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ao presidente da comissão, Lúcio Vieira Lima, presidente da comissão, como informa o blog do colega Josias de Souza.

Por aí já se pode imaginar o que virá desta nova "reforma política" que os políticos estão preparando, mais uma vez, longe dos olhos dos eleitores. O objetivo do projeto, segundo seu autor, é que este fundo seja "a única fonte de financiamento das atividades partidárias e das campanhas eleitorais", ficando proibida "qualquer outra forma de financiamento, ainda que privada".

Ou seja, quem vai pagar a conta somos todos nós, eleitores e contribuintes.
Quanto à PEC do teto de gastos, se e quando entrar em vigor, seus efeitos ainda vão demorar. Não são para este ano. Depois de aprovada na Câmara, segue para o Senado, onde também são necessárias duas votações, depois de passar por todas as comissões e cumprir todos os ritos previstos.

A primeira votação está prevista para 29 de novembro e, a segunda, para 13 de dezembro, ou seja, na véspera do Natal e do novo recesso legislativo.
E vamos que vamos.

 Balaio do Kotscho
Axact

Ronaldo

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