Em 13 de outubro de 1968, morria Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, poeta, tradutor, crítico literário e de arte e professor de literatura. Bandeira fez parte da geração de 1922, da Semana de Arte Moderna, quando participou com o poema Os Sapos. Nascido em Recife, no dia 19 de abril de 1886, Bandeira foi para São Paulo, em 1904, onde iniciou o curso de arquitetura, mas teve que interromper por conta da tuberculose. Depois de tentar tratamento no Brasil, reuniu as economias da família para fazer um tratamento na Suíça. Ao voltar, iniciou na literatura, com A Cinza das Horas, em 1917. Contudo, foi na década de 30 que veio o seu reconhecimento. Em 1936, foi publicada a Homenagem a Manuel Bandeira, coletânea de estudos sobre sua obra, assinada por alguns dos maiores críticos da época. Poeta admirado até os dias atuais, Bandeira tem sua origem no parnasianismo. Com um estilo simples e direto, é autor do clássico "Vou-me embora pra Pasárgada", do seu terceiro livro Ritmo Dissoluto. O poema Pneumotórax, também muito conhecido, foi escrito por conta da sua luta contra a tuberculose, que, na época, era praticamente uma sentença de morte. Entre os seus 13 livros de poesia, Libertinagem, é um dos mais celebrados, por conta das formas modernistas, com uso do verso livre. Bandeira faleceu com hemorragia gástrica, aos 82 anos, no Rio de Janeiro.



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