Um dos juristas mais respeitados do Brasil diz que americanos incentivaram a perseguição a Lula. A intenção é torná-lo inelegível em 2018


(foto: Paulo Pinto/Agência PT)


O jurista Fábio Konder Comparato, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, doutor em Direito pela Universidade de Paris (França) e autor de diversos livros sobre Direito Constitucional, Direitos Humanos, entre outros temas, vê com preocupação “a perseguição judicial”, como define, promovida contra o ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva.

Para ele, o fato de Lula ter a história iniciada nas camadas trabalhadoras da população incomodou o equilíbrio que havia antes nas posições de poder. Além disso, o jurista avalia que a motivação da perseguição é retirar o ex-presidente da disputa eleitoral em 2018.

“A nossa oligarquia sempre foi composta por dois grupos: os ricos – empresários, proprietários, rentistas etc – e os grandes agentes estatais. Eles sempre se deram as mãos. Na verdade, como disse o grande economista francês Fernand Braudel, o capitalismo só é bem sucedido quando se alia ao estado, quando é o estado”, disse.

“Lula foi o primeiro presidente da República que não era originário da oligarquia, tinha origem proletária. Sobretudo, ele saiu da presidência da República depois de terminar o segundo mandato com 80% de aprovação”, completou.

Além desse fator, Comparato se diz “absolutamente convencido” de haver influência dos Estados Unidos na perseguição judicial ao ex-presidente.

“Os americanos ficaram muito preocupados com duas questões. Em primeiro lugar o petróleo. O Brasil tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo. E, evidentemente, o senador José Serra (atual ministro das Relações Exteriores), que dizem as más línguas que tem muita ligação com os norte-americanos, propôs a emenda constitucional que permitiu a exploração por empresas privadas, obviamente por estrangeiros”.

De acordo com ele, o outro fator é a criação dos BRICS, bloco econômico fortalecido por Lula com a participação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Os americanos não aceitaram essa união de potências que em princípio estavam em segundo plano, mas que unidas se transformaram em concorrentes dos Estados Unidos no campo internacional”.



Por Bruno Hoffmann, para a Agência PT de Notícias



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