Kim Brown entrevista Michael Hudson

Embora o pior da Grande Recessão tenha supostamente passado, certos analistas veem sinais de que não estamos completamente fora de perigo. Um novo relatório publicado no início de outubro pelo FMI revela que alguns bancos nos EUA e Europa não terão força suficiente para sobreviver a um possível novo colapso, mesmo com a assistência dos Estados.

Vamos discutir essa questão com Michael Hudson de Nova York. Michael é um notável pesquisador e professor de economia da Universidade de Missouri. Seu último livro é “Killing The Host: How Finacial Parasites and Debt Bondage Destroy the Global Economy” [“Matando o anfitrião: como parasitas financeiros e a escravidão da dívida destroem a economia global”].



O relatório sobre estabilidade financeira do FMI diz que, apesar de os bancos serem mais fortes agora do que na crise econômica de 2007-2008, cerca de 25% do bancos norte-americanos e 30% dos europeus estão muito fracos até mesmo para se beneficarem de possível aumento nas taxas de juros e qualquer auxílio para recuperação, caso a economia global sofra um novo abalo. Mas antes de entrar em qualquer tema mais específico sobre a saúde dos bancos, pergunto: nestas duas regiões, ainda estamos em recessão ou começamos a nos recuperar?

Não estamos nem numa recuperação, nem numa recessão tradicional. As pessoas pensam nos ciclos econômicos, nos quais há um boom seguido por uma recessão, para que depois os estabilizadores automáticos reanimem a economia. Mas agora, não há reanimação possível. A razão é que cada recuperação, desde 1945, estabeleceu um alto nível de endividamento. Ele está tão alto agora que estamos vivendo, desde a crise de 2008, o que chamo de deflação por dívida. As pessoas têm de pagar tanto dinheiro aos bancos que não conseguem manter o suficiente para comprar os bens e serviços produzidos. Por isso, não há novos investimentos, nem geração de emprego (exceto empregos com salários-mínimos). Os meracados estão encolhendo e as famílias estão quebrando. Por isso, muitas empresas não podem pagar os bancos.

O produto dos bancos é dívida. Eles tentam dizer aos clientes que “as dívidas são boas”, mas os clientes não podem endividar-se mais, e não há mais caminhos para que os bancos continuem seu atual plano de negocios. Na verdade, não há como os bancos serem pagos por tudo que eles possuem. É desse ponto que o FMI não passa. Ele não se atreve a dizer: “Os bancos estão quebrados porque o sistema financeiro também quebrou; e se isso ocorreu é porque, em seu conjunto, a ideia de tentar se enriquecer através das dívidas não funciona”.

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It was a false model. So really, we’re at the end of long cycle that began in 1945, loading the economy with debt. We’re not going to be able to get out of it until you write down the debts. But that’s what the IMF believes is unthinkable. It can’t say that, because it’s supposed to represent the interest of the banks. So all the IMF can say is to wring their hands over the fact that the banks won’t make money even if there is a recovery.

Era um modelo falso. Na realidade, estamos no final do longo ciclo que começou em 1945, carregando a economia com dívidas. Não teremos condições de sair dessa até acabarem as dívidas. Mas é isso o que o FMI acredita ser impensável. Não pode dizer isso, porque deve representar supostamente o interesse dos bancos. Então, tudo que o FMI pode dizer é que os bancos não farão mais dinheiro mesmo que haja recuperação.

But there really isn’t a recovery, and no signs of it on the horizon, because people have to pay the banks. It’s a vicious circle – or rather, a downward spiral. Basically, the IMF economists are just throwing up their hands and admitting that they don’t know what to do, given the limits of their tunnel vision.

Mas na verdade não há recuperação, e não há sinais disso no horizonte, porque as pessoa têm de pagar os bancos. É um ciclo vicioso – ou melhor, uma aspiral descendente. Basicamente, os economistas do FMI estão largando a mão e admitindo que eles não sabem o que fazer, vendo um limite no final do túnel.

BROWN: Well, Michael, help us figure out why growth has been so weak over these past eight to six years or so.

Bom, Michael, ajude-nos a compreender porque o crescimento foi tão fraco nos últimos 8, 6 anos.

HUDSON: If you take the average family budget – and I’ve said this on your show many times –we can go through the numbers. If you have to pay about forty to forty-three percent of your income for housing, you also have to pay fifteen percent of your paycheck for the FICA for Social Security wage withholding. You have to pay medical care, you have to pay the banks for your credit card debt, student loans. Then you only have about twenty-five or thirty-five percent, maybe one-third of your salary to buy goods and services. That’s all.

Se você pegar o orçamento familiar médio, podereríamos ir através dos números. Se você tem de pagar cerca de 40% a 43% de sua renda para habitação, e 15% é retido para segurança social. Além de pagar seguro de saúde, as dívidas do cartão de crédito, empréstismo estudatil. Sobrando apenas algo em torno de 25% ou 35%, talvez 1/3 da renda para compras de bens e serviços. Isso é tudo.

The problem here is that the way you get a job is with a company that sells goods and services. The companies aren’t hiring, because consumers don’t have enough money to buy the goods and services.

O problema aqui é que o caminho para você conseguir um trabalho é através de uma empresa que vende bens e serviços. As empresas não estão contratando, porque os consumidores não tem dinheiro suficiente para comprar esses mesmo bens e serviços.

We’re in a chronic debt-deflation. There’s no way we can recover unless you write down the debts. And that’s what the IMF basically is implying (and it was explicit regarding Greece), but its not spelling it out, because that’s not what can be said in polite company.

Estamos numa crônica dívida deflacionária. Não há como a gente recuperar a não ser que você liquide as dívidas. E isso é o que o FMI está basicamente sugerindo (e é explicito ao olharmos a Grécia), mas não pode dizer em voz alta, porque isso não pode ser dito em empresas polidas.

BROWN: Michael the headline from MarketWatch about this IMF report, it reads, “Forget too big to fail. The big concern is banks too weak to survive.” If big banks almost capsized the global financial system, are weaker banks actually better for consumers?

Michael, na manchete do MarketWatch sobre este relatório do FMI, lê-se “esqueça o ‘grandes demais para falir’. A grande preocupação é bancos frases demais para sobreviver”. Se os grandes bancos quase colapsaram o sistema financeiro global, são melhores os atuais bancos mais enfraquecidos para os clientes?

HUDSON: Banks that are very narrow and do what banks used to do (before President Clinton abolished Glass-Steagall in 1999). Small banks that lend to consumers are fine. Most banks – with Deutsche Bank at the top of the spectrum here – have decided that they can’t make money lending to borrowers anymore, so they’re going to the second business plan: they lend money to casino capitalists. That is, to people who want to gamble on derivatives.

Bancos que são menores e fazem o que os bancos constumavam fazer (antes do presidente Clinton abolir a lei Glass-Steagal em 1999). Pequenos bancos que emprestam ao consumidores são bons. A maioria dos bancos – com Deutsch Bank no topo do espectro aqui – decidiram que eles não podem fazer mais dinheiro fazendo dívidas com clientes normais, então eles partiram para o segundo plano: emprastar dinheiro para o casino capitalista. Isso é, emprestar dinheiro para quem quer especular com derivativos.

A derivative is a bet on whether a stock, or a bond or a real estate asset, is going to go up or down. There’s a winner and a loser. It’s like betting on a horserace. So the biggest bank lending for gambles – not for real production, not for investment, but just for gambles – was Deutsche Bank. Borrowers borrowed from Deutsche Bank to gamble.

O derivativo é uma aposta sobre a especulação de uma ação, ou uma ação de um ativo imobiliários, estará indo para cima ou para baix. Não há um vencedor e um perdedor. É como aposta numa corrida de caalos. Assim, o maior empréstimo bancário do Detsche Bank era numa aposta – não na produção real, não no investimento, mas apenas nas apostas –. Dívidas emprestados do Deutche Bank para jogatina.

What’s the best gamble in the world, right now? Its betting that Deutsche Bank stock is going to go down. Short sellers borrowed money from their banks to place bets that Deutsche Bank stock is going to go down. Now, it’s wringing its hands and saying, “Oh the speculators are killing us.” But it’s Deutsche Bank and the other banks that are providing the money to the speculators to bet on credit.

Qual é a melhor aposta no mundo agora? É apostar que as ações do Deutsche Bank irão cair. Especuladores tomam dinheiro emprestado do seus bancos para fazer apostas que as ações do Deutsche Bank estão caindo. Agora, estão se contorcendo e dizendo: “Oh, os especuladores estão nos matando”. Mas é o Deutsche Bank e outros bancos que estão fornecendo o dinheiro para os especuladores fazerem apostas com o crédito.

BROWN: Michael, the IMF report says that in the Eurozone, if the Eurozone governments could help banks dump their bad loans, it would have a positive effect on bank capital. What would be the effect on consumers in the EU economy, at large, if banks were able to just dump these bad loans?

O relatório do FMI diz que na Zona do Euro, se os governos europeus ajudassem os bancos a despejar seus empréstimos ruins, teria um efeito positivo sobre o capital dos bancos. Qual seria o efeito sobre a população na economia europeia, em geral, se os bancos simplesmente despejar seus empréstimos indesejados?

HUDSON: Its really very simple mathematics. You have to abolish pension plans. You have to abolish social spending. You have to raise taxes. You have to have at least fifty percent of the European population emigrate, either to Russia or China. You would have to have mass starvation. Very simple. That’s the price that the Eurozone thinks is well worth paying. It’s the price that it thought Greece is worth paying. To save the banks, you would have to turn the entire Eurozone into Greece.

É uma matemática muito simples. Você tem que abolir as pensões e gastos sociais. E terá que aumentar os impostos. Você tem que ter, pelo menos, 50% da população europeia imigrando, mesmo para Rússia ou China. Você teria fome em massa. Muito simples. Esse é o preço que a Zona do Euro pensa que vale a pena pagar. É o preço que pensou a Grécia pagar. Para salvar os bancos, você teria que virar toda a Zona do Euro para a Grécia

You’ll have to have the governments sell off all of their public domains; sell off their railroads, sell off their public land. You’ll essentially have to introduce neo-feudalism. You’ll have to roll the clock of history back a thousand years, and reduce the European population to debt slavery. It’s as simple a solution as the Eurozone has imposed on Greece. And it’s a solution that the leaders and the banks are urging for responsible economists to promote for the population at large.

Você terá que ter governos vendendo todo o setor público; como ferrovias e terras públicas. Você vai estar basicamente introduzindo o neo-feudalismo, colocando o relógio da história para trás em uns 100 anos e reduzindo a população da Europa para dívidas escravocratas. É a solução que a zona do euro impôs a Grécia. E a solução que os líderes e os bancos estão estão peindo para os economistas responsáveis promoverem à população em geral.

BROWN: Let’s talk about the other little nugget of information released by the IMF about debt. Global debt has now reached about a hundred and fifty-two trillion dollars. This includes government debt, household debt, non-financial firms’ debt. What does all this debt mean for the global financial system and for everyday people here, Michael?

Vamos falar sobre outra informação divulgada pelo FMI sobre a dívida. A dívida global chegou recentemente a cerca de 152 trilhões de dólares. Isso inclui dívidas públicas, familiares e empresárias não financeiras. O que toda essa dívida significa para o sistema financeiro global e todas as pessoas?

HUDSON: It means that the only way people can repay the debt is by cutting their living standards very drastically. It means agreeing to shift their pension plans from defined benefit plans – when you know what you’re going to get – into just “defined contribution plans,” where you put money in, like into a roach motel, and you don’t know what’s coming out.

Isso significa que a única maneira que as pessoas pagar a dívida é cortando seus padrões de vida drasticamente. Significa concordar em mudar seus planos de pensão e planos de benefícios – quando você sabe que está para receber – em apenas “planos de contribuição defnida”. É como quando você coloca dinheiro, como em num motel barato, e você não sabe o que sairá de lá.

To save the banks from making losses that would wipe out their net worth, you’ll have to get rid of Social Security. It means that you’ll essentially have to abolish government and turn it over to the banking system to run, with an idea that the role of governments is to extract income from the economy to pay to the bondholders and the banks.

Para salvar os bancos de perdas que acabariam com seu patrimônio líquido, você terá que se livrar da Segurança Social. Isso significa que você tem basicamente a abolição do governo para entregar o funcionamento do sistema aos bancos, com a ideia de que o papel dos governos é extrair renda da economia para pagar os acionistas e os bancos.

When you say “paying the banks,” what they really mean is paying the bank bondholders. They are basically the One Percent. What you’re really seeing right now in the IMF report, in this growth of debt, is that One Percent of the population owns maybe three-quarters of all this debt. This means that there’s a choice: either you can save the economy, or you can save the One Percent from losing a single penny.

Quando se diz “pagando os bancos”, o que eles realmente querem dizer é que pagando os dententores de títulos bancários. Eles são basicamente 1%. O que estamos vendo realmente neste relatório, neste crescimento de dívida, é que o 1% da população detêm aproximadamente 3/4 de todas as dívidas. Isso significa que há uma escolha: ou você salva a economia, ou você salva o 1% de perder um único centavo.

Every government, from the Obama administration right through to Angela Merkel, the Eurozone and the IMF, promise to save the banks, not the economy. No price is too high to pay to try to make the financial system go on a little bit longer. But ultimately it can’t be saved, because of the mathematics that are involved. Debts grow and grow. And the more they grow, the more they shrink the economy. When you shrink the economy, you shrink the ability to pay the debts, so it’s all an illusion that the system can be saved. The question is, how long are people going to be willing to live in this illusion?

Todos os governantes, da administração de Barack Obama até Angela Merkel, da Zona do Euro ao FMI, prometeram salvar os bancos, não a economia. Nenhum preço é muito alto de pagar para tentar fazer o sistema financeir ir um pouco mais adiante. Mas ultimamente não pode ser salvo, por causa da equação que está envolvido. Dívidas crescem e crescem. E quanto mais crescem, mais encolhem a economia. Quando você encolhe a economia, você encolhe a capacidade de pagar as dívidas, sendo assim, uma ilusão de que o sistema pode ser salvo. A questão é: quanto tempo mais as pessoas irão estar dispostas a viver nesta ilusão?

BROWN: That was my next question for you. Not only how long are people going to be able to live in this illusion, but how much longer is this illusion actually sustainable before we see another collapse of economies around the world? Is this something that is impending, that we should just be expecting to come, we should be readying ourselves for this?

Essa era minha próxima pergunta a você. Não somente quando tempo mais as pessoas estarão dispostas em viver nessa ilusão, mas quanto tempo essa ilusão se sustenta antes da gente ver outro colpaso economico mundial? Isto é algo iminente que deveríamos estar apenas esperando a vinda? Devemos estar nos preparando para isso?

HUDSON: We’re still in the collapse that began after 2008. There’s not a new collapse, there hasn’t been a recovery. Wages for the ninety-nine percent have gone down, steadily, since 2008. They’ve gone down especially for the bottom twenty-five percent of the population. This means that they’ve gone down especially for Blacks and Hispanics and other blue-collar workers. Their net worth has actually turned negative, and they don’t have enough money to get by.

A gente ainda está no colapso que começou após 2008. Não há um novo colapso, nem uma recuperação. Os salários aos 99% caíram, de forma constante, desde 2008. Especialmente para 25% da população. Isso significa que caíram especialmente para negros e latino-americanos e outros trabalhadores. O patrimônio liquido deless ficou negativo, e eles não têm dinheiro suficiente para para sobreviver.

In fact, one of the big consulting firms just did a study of the millennials. Ernst and Young did a study and they found seventy-eight percent of millennials are worried about not having enough good paying job opportunities to pay off their student loans. Seventy-four percent can’t pay the health care if they get sick. Seventy-nine percent don’t have enough money to live when they retire. So, already, we’re having a whole generation that’s coming on, not only here but also in Europe, that isn’t able to get good-paying jobs. The only way it can live the life they were promised is if they have rich enough parents who have given them a trust fund.

Na verdade, uma das maiores consultorias acaba de fazer o estudo sobre os jovens. No relatório da Ernst and Young diz que 78% dos jovens estão preocupados por não ter dinheiro suficiente para pagar seus empréstimos estudantis. 74% não pode pagar seu seguro de saúde se ficarem doentes. 79% não tem renda suficiente para viver quando eles se aposentarem. Então, temos toda uma geração que está vindo, não apenas nos EUA mas também na Europa, que não é capaz de ter empregos assalariados. O único caminho para viverem suas vidas é ter pais ricos o suficiente para lhes fornecerem todo os fundos.

BROWN: We’ve been speaking with Michael Hudson. Michael is a Distinguished Research Professor of Economics at the University of Missouri, Kansas City. His latest book is Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Bondage Destroy the Global Economy. Michael, you said you had another book coming out, is that right?

Você está publicando outro livro certo?


HUDSON: Yes, later this month. It’ll be J is for Junk Economics. And it’s a review of why the economists promise that somehow we’ll recover. Why this is basically junk, and why in order to be an economist these days, you have to participate in this fairy tale that somehow we can recover and still make the banks rich. And it is a fairy tale. J is for Junk Economics is about why it won’t work.

Sim, no mais tardar este mês. Se chamará “J is for Junk Economics” [“J para Economia Junk”]. É uma crítica sobre o porquê dos economistas prometerem que de alguma forma a economia irá recuperar. Porque isso é basicamente lixo e porque nos dias de hoje, para ser um economista, você tem que participar desse conto de fadas que podemos recuperar e ainda enriquecer os bancos. É como um conto de fadas. “J is for Junk Economics” é sobre como isso não funciona.



Outras Palavras
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

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