Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula alega que o juiz federal Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato de Curitiba, não tem jurisdição sobre o acervo presidencial que apreendido pela força-tarefa.

Ontem, Moro determinou que a secretária da Presidência do governo Michel Temer fizesse uma análise para determinar se os objetos deveriam ser de posse de Lula ou contas nos itens do acervo, conforme previsto em lei.

Segundos os advogados do petista, "esse acervo contém, fundamentalmente, cartas, documentos e presentes recebidos por Lula no Brasil e no exterior ao longo de 8 anos do seus dois mandatos presidenciais. Não há, portanto, qualquer relação com Curitiba, com a Petrobras ou com a Lava Jato."

"A decisão agora proferida - determinando a avaliação do acervo - é mais um exemplo dos excessos cometidos por Moro em relação a Lula e reforça a perda de sua imparcialidade para qualquer julgamento envolvendo o ex-presidente", afirmaram.

A Lava Jato acusa Lula de ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras porque a OAS pagou os custos da manutenção do acervo presidencial por alguns anos.

"Moro não atua como juiz em relação a Lula, mas, sim, como implacável acusador que quer condená-lo a qualquer custo, para interferir no cenário político-eleitoral de 2018", concluíram.

Subiu o tom

Ontem, após a prisão e soltura de Guido Mantega, o ex-presidente subiu o tom contra a Lava Jato, e disse que a operação Arquivo X - que visa repasses de Eike Batista ao PT - deveria ser chamada de "boca de urna", pois tem a intenção de prejudicar o partidos às vésperas das eleições municipais.

GGN
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Ronaldo

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