Novo impasse para a liberação de verbas públicas da Prefeitura do Rio e da União para garantir os Jogos Paralímpicos, que começa no dia 7 de setembro. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio proibiu que Prefeitura faça doações para o Comitê Rio 2016, alegando que por ser ano eleitoral a legislação não permite esses gastos.


Após saber da nova decisão da Justiça sobre o repasse de verbas públicas para o Comitê Rio 2016, o Prefeito Eduardo Paes conversou com a imprensa e disse que vai recorrer à Justiça, pois é garantidora dos Jogos Paralímpicos e em caso de dificuldades financeiras deve arcar com os recursos.

"Claro que nós estamos com a Paraolimpíada garantida. Nós vamos prestar os esclarecimentos a Justiça Eleitoral, ao Poder Judiciário Federal. Não é um compromisso assumido pelo Rio ontem, agora. Esse é um compromisso assumido na candidatura, em 2009. Eu tenho um contrato assinado com o Comitê Olímpico Internacional de entregar as Olimpíadas e as Paraolimpíadas. As Olimpíadas já estão sendo emocionantes, as Paraolimpíadas serão mais ainda. Exemplo de superação no limite. Nós temos certeza que isso vai ser esclarecido e nós vamos realizar grandes Paraolimpíadas."

Eduardo Paes já afirmou que o Município pode repassar até R$ 150 milhões de reais para o Comitê Rio 2016. O governo federal também fará um aporte no valor de R$ 100 milhões. A Paraolimpíada vai usar a mesma estrutura montada para os Jogos Olímpicos, a verba da Prefeitura e da União seria destinada para os Comitês Paralímpicos Internacionais para pagar a viagem dos atletas.

Sem entrar em detalhes sobre o tamanho do déficit, o coordenador de comunicação da Rio 2016, Mário Andrada, nega que as verbas da Paraolimpíada foram usadas na Olimpíada e informou que serão feitos ajustes em tempo real para garantir a realização da Paraolimpíada.

"Coisas que nós não tínhamos previsto e vimos que precisa ter, nos obrigam a praticamente ajustar os planos dos Jogos Paralímpicos em tempo real, e é isso que estamos fazendo, enquanto essas discussões estiverem na esfera jurídica não nos compete produzir nenhuma informação, porque isso pode significar uma influência na decisão da Justiça que é soberana."

Nesta sexta-feira (19), O presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven, falou em coletiva no Parque Olímpico, que nunca encontrou tantas dificuldades para a realização de uma Paraolimpíada como está enfrentando na Rio 2016. Cravem agradeceu o apoio do Prefeito Eduardo Paes para as competições, e ressaltou compreender que a atual situação econômica do Brasil não é a mesma de quando o país ganhou o direito de sediar os Jogos.

De acordo com o Presidente do Comitê Paralímpico Internacional, os serviços vão ser revistos e os Jogos Paralímpicos terão uma estrutura mais enxuta e com menos custos. Philip Craven pediu ainda que os brasileiros abracem as Paraolimpíadas como fizeram com as Olimpíadas, pois a ida do público vai ser fundamental para as competições.

Por conta do atraso nos repasses de verbas e pagamento de auxílio para viagens pelo menos dez delegações podem não vir para os Jogos Paraolímpicos. O responsável pelas finanças da Paraolimpíada, Xavier González, disse na coletiva que o Comitê está trabalhando para resolver essa pendência. Segundo ele, o dinheiro precisa ser repassado, para ajudar na compra das passagens, porque são países pequenos, sem condições de arcar com esses custos.

Segundo o Comitê Organizador, até o momento dos 2,4 milhões de ingressoscolocados à venda para os Jogos Paraolímpicos, 300 mil já foram adquiridos. Os ingressos custam até R$ 100, para que seja acessível a todo o público.


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