O Globo



Manchete: Moro solta Santana e Mônica após fiança
Marqueteiro do PT e sua mulher pagaram R$ 31,5 milhões

Na decisão, juiz afirma que os dois, libertados depois de cinco meses na prisão, estão ‘dispostos a esclarecer os fatos’

Uma fiança de R$ 31,5 milhões, determinada em meio a acordo de delação premiada, livrou ontem os marqueteiros de campanhas petistas João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, da cadeia. Os dois foram soltos em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. É a maior fiança já paga desde o início da Lava-Jato, em 2014. Eles estão ainda proibidos de participar de campanhas eleitorais no Brasil e de viajar para fora do país. O casal já contou ter recebido, no exterior, dinheiro de caixa dois da campanha de 2010 da presidente afastada, Dilma Rousseff. (Pág. 3 e José Casado)


Paulo Bernardo e mais 19 denunciados
Ao denunciar o ex-ministro Paulo Bernardo e mais 19 por corrupção e outros crimes no desvio de dinheiro de empréstimo consignado, os procuradores apontaram o petista como “patrono” da organização criminosa. O grupo é acusado de pagar propinas de mais de R$ 100 milhões ao PT. (Pág. 4)


Governo pretende mudar FI-FGTS para liberar R$ 7 bi
O governo quer mudar as regras do Fundo de Investimentos em Infraestrutura do FGTS (FI-FGTS) para permitir o repasse direto a bancos privados e BNDES. Com isso, os bancos financiariam novas concessões. O FI-FGTS tem R$ 7 bilhões disponíveis. Mas a mudança levaria a um rendimento menor, o que pode enfrentar resistência dos trabalhadores. (Pág. 15)


Mais um passo contra Maduro
A Venezuela validou assinaturas suficientes para seguir com o referendo contra o presidente Maduro. (Pág. 20)


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O Estado de S. Paulo



Manchete: Brasil rejeita Venezuela na presidência do Mercosul
Decisão foi informada a Uruguai, Paraguai e Argentina, após país de Maduro se declarar líder do bloco

Em carta aos chanceleres de Uruguai, Paraguai e Argentina, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, informou que o Brasil não reconhece a Venezuela como presidente do Mercosul. No fim de semana, a chancelaria de Nicolás Maduro anunciou que o país estava assumindo a presidência e dividiu de vez o bloco: uruguaios acataram a manifestação, ao contrário de brasileiros, paraguaios e argentinos. “O governo brasileiro entende que se encontra vaga a Presidência Pro Tempore do Mercosul, uma vez que não houve decisão consensual a respeito de seu exercício no período semestral subsequente”, diz Serra. Para ele, a Venezuela não cumpriu “disposições essenciais” para adesão ao bloco e o rodízio na presidência do Mercosul deveria ter sido aprovado por consenso entre os sócios. O cargo tem mandato de seis meses e segue ordem alfabética dos países-membros. (INTERNACIONAL / PÁG. A10)


Sob fiança de R$ 31 mi, Moro manda soltar marqueteiros
O juiz Sérgio Moro mandou soltar ontem o ex-marqueteiro do PT João Santana e sua mulher, Mônica Moura. Preso desde fevereiro, o casal é acusado de receber em conta na Suíça US$ 7,5 milhões do dinheiro de corrupção da Petrobrás. Moro estipulou pagamento de fiança de R$ 31,5 milhões e determinou que os dois fiquem afastados de “qualquer campanha eleitoral no Brasil até nova deliberação”. (POLÍTICA / PÁG. A4)


Coluna do Estadão
As delações de Odebrecht e OAS vão mexer com a política baiana. Marcelo Odebrecht revelará pagamentos para a campanha do prefeito de Salvador, ACM Neto, e Leo Pinheiro entregará caixa 2 na campanha de Jaques Wagner. (PÁG. A4)


Governo cede e mantém gastos de pessoal de Estados
Michel Temer cedeu e flexibilizou regras de despesas com pessoal no projeto de socorro financeiro aos Estados. Pressionado por Judiciário e pelos Ministérios Públicos Estaduais, o governo retirou da folha de pagamento gastos com terceirização, indenizações e auxílios. (ECONOMIA / PÁG. B1)


Aeronáutica é contra unificar Previdência (ECONOMIA / PÁG. B3)



COI vê crise ‘sem precedentes’ no País
O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, disse ontem no evento do COI que oficialmente abre os Jogos Olímpicos que o Brasil passa por crise “política e econômica sem precedentes”. Segundo ele, essa situação “extraordinária” tornou a preparação da Rio-2016 tarefa “desafiadora”. Federações internacionais se queixam de que obras em várias instalações não estão concluídas. (PÁG. H3)


Celso Ming
A outra parte do ajuste

A balança comercial continua tendo ótimo desempenho. Nos sete primeiros meses, a exportação foi US$ 28,2 bilhões superior à importação. (ECONOMIA / PÁG. B2)


Notas & Informações
A hora da responsabilidade

Chegou a hora de Estados se ajustarem à realidade do aperto fiscal e pagarem sua parte da conta. (PÁG. A3)

O perseguido vira réu

A corrupção, que era renitente, mas episódica, atingiu nos governos petistas nível sem precedentes. (PÁG. A3)


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Folha de S. Paulo



Manchete: Marqueteiro do PT é solto por Moro sob fiança de R$ 31,5 mi
Valor corresponde ao total encontrado em contas de João Santana e da mulher, também solta; casal negocia delação

Após cinco meses na prisão, o marqueteiro João Santana e a mulher, Mônica Moura, foram soltos por ordem do juiz Sergio Moro. A informação foi antecipada pela Folha nesta segunda-feira (1º). Mais alta da Lava Jato, a fiança de R$ 31,5 milhões corresponde ao total encontrado em contas bloqueadas de Mônica (R$ 28,76 milhões) e Santana (R$ 2,76 milhões). Ambos negociam acordos de delação premiada. Há 11 dias, os dois admitiram ter recebido caixa dois no exterior relacionado a dívidas da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência em 2010. Negaram, no entanto, que soubessem da origem ilícita dos recursos. Em depoimento, João Santana afirmou ao magistrado que “98% das campanhas” eleitorais no país fazem uso de caixa dois e que, sem a prática, não é possível se manter na profissão. Para Moro, o álibi “todos assim fazem”, ainda que seja verdadeiro, não elimina a responsabilidade individual. Afirmou ainda que os atos diferem dos de outros acusados no petrolão por não serem agentes públicos ou dirigentes de empreiteiras. A defesa do casal disse que “não faria mais sentido” mantê-los presos após os depoimentos deles e de um lobista preso, que os “isentou de corrupção”. (Poder a4)


Ex-ministro do PT é denunciado por Procuradoria
O Ministério Público Federal denunciou o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo e mais 19 envolvidos na Operação Custo Brasil, que investiga desvios da pasta iniciados quando o petista estava à frente dela. A defesa de Bernardo diz que ele não participou do acordo investigado, com a Consist; a empresa não foi encontrada. (Poder a5)


Governo cede por mudança em dívida de Estados
Para tentar aprovar a renegociação da dívida dos Estados, o presidente interino, Michel Temer, deve ceder a pressões e flexibilizar o limite de gastos com pessoal em certos casos. Para alguns órgãos, as despesas com terceirizados, auxílio-moradia e outros benefícios ficarão de fora dos limites fixados por período de dez anos. (Mercado a11)


Vanessa Grazziotin
Efetivação de Temer não trará ao Brasil estabilidade política

A efetivação do presidente interino é o pior de todos os cenários. E não trará estabilidade política. É diante desse quadro, complexo e grave, que defendo a realização de um plebiscito para decidir da antecipação das eleições presidenciais. (Opinião a2)


Onda de violência deixa alunos sem aula em Natal
Em meio a uma onda de violência que começou na sexta (29), estudantes ficaram sem aulas e o transporte público operou com restrições ontem em Natal. Ônibus foram incendiados e houve disparos e uso de explosivos. No domingo (31), o presidente interino Michel Temer autorizou o envio do Exército para conter a violência. (Cotidiano B11)


Editoriais
Leia “Lula réu”, acerca de aceitação de denúncia contra o ex-presidente, e “Sindicato da dívida”, sobre refinanciamento do débito dos Estados. (Opinião a2)


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Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

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