A revista piauí é reconhecida por suas capas muito bem trabalhadas e quase sempre recheadas de ironia.

Este mês a publicação volta a problematizar o contexto do País com o desenho deEduardo Cunha com vestes de atleta olímpico, algemado e praticando ginástica. O desenho foi feito pela ilustradora Nadia Khuzine, artista russa colaboradora da revista. Claro que as interpretações ficam sob a responsabilidade dos leitores:


É de Khuzine também a capa da edição de janeiro que mostra Cunha e Michel Temer se beijando. A ilustração faz referência ao "beijo fraterno", como ficou conhecida a cena em que o líder soviético Leonid Brejnev e o presidente da extinta Alemanha Oriental (RDA), Erich Honecker, se cumprimentam com o gesto adotado pelos regimes comunistas. A imagem se popularizou por meio de um grafite no muro de Berlim, cujo título é “Meu Deus, me ajude a sobreviver a esse amor fatal”.




Também mais uma obra de Khuzine, a capa da edição de junho deste ano é um clássico. A revista fez uma releitura "às avessas" do disco símbolo do movimento do tropicalismo, o Tropicália ou Panis et Circencis, lançado em 1968. O movimento cultural dos anos 60 questionou o regime militar e serviu como desabafo e ferramenta de crítica para os artistas em meio à censura e violência do período. No desenho da artista russa, os personagens são os políticos aliados do presidente em exercício Michel Temer - todos sob os dizeres "Ordem e Progresso".



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Ronaldo

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