No início dessa semana a nadadora olímpica Joanna Maranhão foi vítima da intolerância dos internautas. Ameaça, calúnia, difamação e injúria são os crimes mais comuns na era das redes informacionais.




Texto: Delegação NINJA

Fotos: Delegação NINJA / Luciano da Luz

Foto: Delegação NINJA /Luciano da Luz

Por trás de seus computadores e smartphones, internautas se xingam e se ofendem diariamente na internet. A coragem que uma tela dá a um indivíduo é capaz de travestir erroneamente seu discurso de ódio em liberdade de expressão e, por isso, muitas pessoas, celebridades ou não, são constantemente ofendidas virtualmente. Por ser uma prática recorrente, a naturalização desse tipo de agressão gera um estado de conformismo na vítima, que raras vezes denuncia os(as) agressores.

O caso da atriz Carolina Dieckman, que teve em 2011 fotos de sua intimidade expostas na internet sem o seu consentimento, chamou atenção para esse tipo de situação e inspirou a melhoria do legislativo no proceder com os crimes de internet. Ameaça, calúnia, difamação e injúria são os crimes mais comuns na era das redes informacionais e acometem as vítimas por inúmeros motivos, desde racismo a preconceitos por diferentes opiniões.

Foto: Delegação NINJA / Luciano da Luz

No início dessa semana, a nadadora olímpica Joanna Maranhão foi mais uma vítima da intolerância dos internautas, que a ofenderam em suas redes sociais por comentários machistas, racistas, e que incitavam o estupro e a violência. Depois de ter sido eliminada na prova dos 200m borboleta nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Joanna se deparou com fortíssimos insultos virtuais, que chegaram até a desejar a morte da atleta.

No entanto, Joanna não se calou e exerceu sua cidadania ao buscar por direitos. Na última sexta feira (12), a atleta foi ao departamento da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), na CIDPOL do Rio de Janeiro, para fazer o boletim de ocorrência contra esses ataques. Acompanhada do advogado Fabiano Rosa, foi entregue à delegada titular da DRCI, Daniela Terra, mais de 200 prints dos comentários ofensivos. Até o momento, dez autores dessas ofensas foram identificados.

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"Acredito na punição dessas pessoas, mas estou aqui também porque não quero que outros casos aconteçam. A vontade de fazer a diferença e de me sentir útil é muito grande", disse Joanna aos jornalistas na saída da DP.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso do Sul, em publicação no site Jusbrasil, “usar a internet, celular e outros meios de comunicação para ofender ou prejudicar o outro, é crime. A prática é conhecida como Cyberbullying e pode acarretar processos tanto no campo cível, como dano moral, quanto na área criminal, como injúria, calúnia e difamação”.

Ainda de acordo com a OAB de Mato Grosso do Sul, “a punição para quem pratica este tipo de crime é de multa mais detenção de seis meses a dois anos”, podendo se agravar caso haja divulgação, comercialização ou envio de informações sigilosas.

Foto: Delegação NINJA / Luciano da Luz

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Ronaldo

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