Bonafini é acusada de desviar fundos públicos de projeto social de construção de moradias; 'Se querem me prender, que me prendam', respondeu ativista


A Justiça federal da Argentina determinou, nesta quinta-feira (04/08), a prisão de Hebe de Bonafini, presidente da Associação das Mães da Praça de Maio, acusada de desviar dinheiro público por meio de projetos sociais.

A ordem foi emitida pelo juiz federal Marcelo de Martínez de Giorgi após Bonafini ter se recusado a comparecer a duas audiências para tratar do caso de desvio de fundos por meio do projeto social de construção de moradias populares, Sueños Compartidos. O juiz quer que a ativista passe a noite presa e deponha na manhã de amanhã.


Ministério de Cultura de la Nación Argentina/FlickrCC // Juiz federal emitiu pedido de prisão para Hebe de Bonafini 

Diante do pedido de prisão, foi formado um cordão humano ao redor de Bonafini — que estava na Praça de Maio para a tradicional marcha da quinta-feira — para impedir que ela fosse detida.

Bonafini nega as acusações. Ela havia enviado hoje uma carta ao juiz, por meio de seus advogados, em que afirmava estar sendo perseguida pela Justiça. A ativista disse ainda que as Mães da Praça de Maio, que participam do projeto Sueños Compartidos, forneceram elementos para auxiliar as investigações do caso.



“Se querem me prender, que me prendam, minha vida já não vale mais nada, tenho 90 anos. Eu não tenho medo das consequências, nunca meço as consequências. Para mim, o mais importante é a vida e a honra dos meus filhos e dos 30 mil [desaparecidos durante a ditadura argentina]”, disse Bonafini à imprensa.

“Quem é Martínez de Giorgi? É um comprado pelo Clarín [jornal argentino]. Que tome a decisão que queira. Eu o estou esperando”, afirmou a ativista de direitos humanos.


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