O ministro das Relações Exteriores provisório, o tucano José Serra, fracassou numa de suas primeiras missões internacionais, mesmo tendo levado a tiracolo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.



 
Ambos foram ao Uruguai com o intento de convencer o presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, a não passar a presidência interina do Mercosul à Venezuela no próximo dia 12, como preveem as regras do bloco.

O pedido, no entanto, causou mal-estar diplomático e foi rechaçado pelos uruguaios. “Existe uma posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de respeitar as regras”, admitiu FHC. Em seguida, ele relativizou a posição brasileira. “Não estamos pedindo para não respeitar as regras, mas que se possa discutir, mais adiante, se a Venezuela fez a lição de casa para ingressar no Mercosul”, declarou o ex-presidente.

Curiosamente, Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à Venezuela, quando o próprio Brasil vem sendo contestado dentro da própria Unasul por ter levado adiante um golpe parlamentar contra a presidente eleita Dilma Rousseff.

Reação imediata

Essa contradição provocou reações imediatas da Venezuela. Em sua conta no Twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, escreveu: “A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de facto do Brasil.”

Ela insistiu que há no Brasil um golpe de Estado “que vulnera a vontade de milhões de cidadãos que votaram na presidenta Dilma (Rousseff)”, e atacou: “O chanceler de facto José Serra se soma à conspiração da direita internacional contra Venezuela e vulnera princípios básicos que regem as relações internacionais”.


Fonte: Brasil 247

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Ronaldo

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