O futuro do Brasil depende da inserção do país na dinâmica internacional de recuperação da capacidade de expansão das economias. O país entrou neste século submetido à tradicional política de subordinação automática aos EUA. Que contribuiu para aprofundar a recessão econômica, ao deixar o Brasil submetido às cartas de intenção assinados pelo governo de FHC.

Um momento fundamental na afirmação do Brasil no mundo como país soberano e como potência emergente, se deu quando, com o triunfo de Lula, Celso Amorim conduziu o país para fora da Área de Livre Comercio das Américas e na direção da integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul. Foi um passo coordenado com a retomada do desenvolvimento econômico com distribuição de renda, com o fim das dívidas com o FMI e com a saída do Brasil do Mapa da Fome.

Tudo isso agora está em joga, diante de uma política internacional aventureira, irresponsável, de retomada da subserviência do país frente aos EUA, típica do governo de FHC. Não fosse assim, o Brasil estaria condenado ao destino do México, o maior desastre da América Latina, país que não melhorou nada em termos sociais desde a assinatura do Tratado de Livre Comercio com os EUA e o Canadá, há mais de 20 anos, além da desagregação interna pelo narcotráfico e da violência descontrolada.

O Brasil se safou porque diversificou seu comercio internacional, enquanto o México tem mais de 90% do seu comercio com os EUA. O Brasil cresceu muito porque priorizou o comercio com a América do Sul e com a Ásia.

O Brasil se preparou para ter um papel preponderante no mundo, ao incentivar todos os processos de integração regional na América Latina – do Mercosul à Celac, passando por Unasul -, e por representar a América Latina nos Brics. Estar nos Brics é estar integrado ao novo projeto geopolítico do mundo no século XXI, junto aos motores do desenvolvimento internacional.

Embora interino, o ministro de relações exteriores atual, por opção ideológica vazia, por preconceitos e clichês, por ignorância e desconhecimento da situação no mundo, esta’ levando o Brasil a hipotecar seu futuro. Está colocando o país em choque com os países do continente, rompendo as relações estreitas e cordiais que os governos do Lula e da Dilma. Está rifando todos os avanços no Mercosul, na Unasul e na Celac, isolando-os numa relação privilegiada com os EUA, que não tem nada a oferecer-nos.

São atitudes pessoais, aventureiras, quer comprometem o futuro do Brasil. Isolar-nos da região na qual somos a liderança política e isolar-nos dos Brics, é comprometer o futuro do Brasil no mundo e comprometer o próprio projeto de desenvolvimento econômico integrador no plano interno e internacional.

A urgência de derrubar esse governo usurpador se fortalece quando vermos como no plano internacional estamos jogando fora toda a política externa formulada e posta em prática durante mais de uma década e que projetou como nunca a imagem do Brasil no mundo.


Brasil 24/7
Axact

Ronaldo

Blogueiro e livreiro, reproduzo as notícias que considero interessante para os amigos e disponíbilizo meu acervo de livros para possíveis clientes. Boa leitura e boas compras.

Poste aqui o seu comentário:

0 comments:

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;