O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli classifica a retirada da exclusividade da estatal na operação de exploração do pré-sal, com a ampliação da participação das empresas estrangeiras, previsto no Projeto de Lei 4.567, que atualmente tramita na Câmara dos Deputados, como "crime de lesa-pátria".


  Agência Brasil


 A mudança no regime de partilha, que vigora atualmente, foi proposta pelo senador licenciado e atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP). Em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, Gabrielli detalha os impactos sociais da mudança. Segundo ele, trata-se de mais uma tentativa de enfraquecer a empresa para depois entrega-la ao capital privado, em um processo de privatização por fatias.

Essa mudança também coloca em risco o fundo social do pré-sal e a destinação dos royalties da exploração do petróleo para a Saúde e Educação, associados ao regime de partilha agora revisto.



"Isso tudo está sendo desmontado agora e, ao desmontar isso, tirando a Petrobras da operação, reduzindo o tamanho da empresa e mudando o regime de partilha, vai voltar ao sistema antigo e com isso você vai dispersar as atividades e aumentar a parcela da renda petroleira que vai ficar na mão das empresas. Portanto, vejo isso, do ponto de vista nacional, como um crime de lesa-pátria", analisa Gabrielli.

"A ideia da privatização da Petrobras é vender pedaços da Petrobras. Fatiar e vender. O que eu acho um erro, porque a Petrobras é muito mais forte integrada do que só focada na produção do pré-sal", diz ele, a respeito de propostas aventadas da venda de ativos da BR Distribuidora, da Transpetro, ou ainda a participação da estatal no setor petroquímico.

Segundo Gabrielli, o pré-sal brasileiro vai ser a segunda área de exploração mais importante para os próximos dez anos, atrás apenas da produção norte-americana, que tem avançado com a produção de óleo não-convencional, conhecido como xisto betuminoso.

"A Petrobras não é uma empresa que esteja quebrada, nem é um antro de corrupção. A Petrobras, ao contrário, é uma empresa eficiente. É uma empresa que está crescendo a produção", frisa o ex-presidente, destacando o crescimento de cerca de 10% no primeiro semestre, alcançando a produção de 2,2 milhões de barris de petróleo por dia, somando o pré-sal com as áreas tradicionais.

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