Segundo o Dieese, aumento em junho foi registrado em 26 das 27 capitais. Salário mínimo necessário foi estimado em R$ 3.940,24. No 1º semestre, preços subiram em todas as cidades, com alta de até 25%

por Redação RBA

© unival //Principais altas foram registradas em Florianópolis (10,13%), Goiânia (9,40%), Aracaju (9,25%) e Porto Velho (8,15%)





São Paulo – Os preços da cesta básica aumentaram em 26 das 27 capitais no mês passado, segundo pesquisa do Dieese. A exceção foi Manaus (-0,54%). As principais altas foram registradas em Florianópolis (10,13%), Goiânia (9,40%), Aracaju (9,25%) e Porto Velho (8,15%). De acordo com o instituto, três alimentos subiram em todas as cidades: feijão, leite e manteiga.

No caso do feijão, o tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de Belo Horizonte e São Paulo, chegou a ter alta de 106,96% em Aracaju. A menor elevação, também expressiva, foi apurada em Macapá: 16,48%.

"O clima influenciou na qualidade do grão e, com isso, o preço no varejo subiu desde o início do ano", diz o Dieese. A cultura do feijão também perdeu espaço para a soja e houve diminuição da área plantada. Em junho, os aumentos foram maiores e o Brasil passou a importar feijão na tentativa de suprir a demanda. No entanto, quase nenhum outro país produz feijão carioquinha. Por fim, a safra irrigada, que começa em julho, pode começar a normalizar a oferta."

Pesquisado nas capitais da região Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, o feijão preto aumentou menos, com as altas variando de 12,92% (Curitiba) a 29,72% (Florianópolis).

A cesta básica mais cara em junho foi a de São Paulo (R$ 469,02), seguida de Porto Alegre (R$ 465,03) e Florianópolis (R$ 463,24). Os menores valores foram apurados em Natal (R$ 352,12) e Rio Branco (R$ 358,88).

Com base na cesta de maior preço, o Dieese calculou em R$ 3.940,24 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família. O valor corresponde a 4,48 vezes o mínimo oficial, de R$ 880. Em maio, a proporção era de 4,29.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica aumentou de 97 horas, no mês anterior, para 101 horas e nove minutos em junho. Também subiu, de 47,93% para 49,98% do salário mínimo, o gasto para comprar a cesta.

No primeiro semestre, os preços aumentaram nas 27 capitais, com destaque para Goiânia (25,59%), Aracaju (23,22%) e Belém (19,13%). Os menores aumentos, segundo o Dieese, foram registrados em Manaus (4,41%), Curitiba (6,31%) e Florianópolis (9,24%).

Entre outros produtos, a manteiga subiu de preço em todas as capitais, atingindo 23,90% em Campo Grande, 22,64% em Macapá e 17,52% em Goiânia. "As indústrias de laticínios disputaram o pouco leite ofertado no mercado, o que elevou ainda mais o preço dos derivados lácteos", informa o Dieese.

No caso do leite, que também aumentou em todas as cidades, as principais altas ocorreram em Florianópolis (26,54%), Porto Alegre (19,05%), Campo Grande (15,95%), Palmas (15,23%) e Curitiba (15,19%), enquanto as menores foram apuradas em Aracaju (0,27%), Manaus (0,30%), Belém (0,43%) e Boa Vista (0,79%). Segundo o instituto, o aumento deve-se "ao período de entressafra e aos altos custos de produção".

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