Os paulistas José Serra, Aloysio Nunes e Marta Suplicy. Foto Orlando Brito

A chapa Marta Suplicy-Andrea Matarazzo, que está sendo formalizada nas próximas horas, representa um arranjo político que vai muito além da prefeitura de São Paulo. É, na verdade, o primeiro passo para a consolidação de uma aliança entre o PMDB de Michel Temer e uma fatia importante do PSDB em torno da candidatura do ministro José Serra à presidência em 2018, possivelmente pelo PMDB.



O primeiro fato concreto a considerar é que o PSDB parece irremediavelmente dividido para 2018. Se a candidatura do partido ficar com Geraldo Alckmin, Serra já tem pavimentado o caminho no PMDB ou no PSD de Gilberto Kassab, que deu abrigo a Matarazzo depois do racha tucano em torno da prefeitura.

Não por acaso, Serra tem sido um dos principais personagens da negociação para levar Matarazzo para a vice de Marta. Michel Temer, que colocou seu melhor amigo, José Yunes, na coordenação da campanha da neopeemedebista, está abençoando essa união – se não de olho ainda em 2018, mirando a preservação de sua governabilidade com uma base de apoio fortalecida pelo PSDB serrista, que já está no governo.

Muita água há de rolar até 2018. Uma vitória de Marta e Matarazzo fortalecerá muito a possível candidatura do ministro das Relações Exteriores à presidência. Seria até uma escolha natural de Michel Temer, e Serra poderia se filiar ao PMDB pelas mãos do presidente.

Uma derrota pode dificultar os planos, sobretudo se o vencedor for o tucano João Doria, fortalecendo Alckmin. Mas não os inviabiliza. O Planalto terá que ter um candidato, de preferência em aliança com os tucanos, para derrotar o PT de Lula em 2018.



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