Presidente do PT reforça que, apesar das sucessivas tentativas da classe dominante nestes 36 anos, o partido continuará vivo

ARTIGOS#NãoAoGolpe(foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)


Violações sucessivas a direitos fundamentais, investigações direcionadas, vazamentos seletivos, acusações e condenações sem provas, frequentes nos últimos meses, configuram a gênese de uma estado de exceção dentro do Estado Democrático de Direito.

Há quem diga até que o conluio entre setores do aparelho de Estado com o grande capital e a mídia monopolizada, responsável pelo golpe contra a presidenta eleita, inverteu a relação: vivemos quase sob um estado de exceção que abriga fragmentos do antigo estado democrático.

Após a clamorosa condução coercitiva do ex-presidente Lula, a qual mereceu reprovação mundial e indignação generalizada, o PT voltou a ser atacado, a confirmar a intenção indisfarçável de nos criminalizar e proscrever.

Em sequência à illegal busca e apreensão no apartamento da senadora Gleisi Hoffmann e a prisões de militantes petistas, a sede nacional do partido, em São Paulo, foi tomada de assalto, a pretexto de obter documentos facilmente disponíveis. O objetivo era produzir imagens negativas, justamente quando políticos e empresários de outros partidos eram acusados de grossa corrupção.

Eis como companheiros do Diálogo de Ação Petista descreveram a operação: “Às seis horas da manhã, numa ação de comando, homens fortemente armados em traje de combate camuflado, junto com a infalível Rede Globo, chegaram, entraram e bloquearam a entrada da sede do PT ao longo de 8 horas. As imagens foram, depois, expostas e repetidas à exaustão pelas várias mídias. O objetivo das ações é criminalizar o PT e intimidar a sua militância pelo país afora, atemorizando as organizações populares em geral, no momento em que o governo golpista multiplica ataques aos direitos sociais e garantias nacionais duramente conquistados”.

Diretórios e militantes partidários, entidades do movimento social expressaram seu repúdio e manifestaram solidariedade fraternal ao PT. O que nos anima a prosseguir na luta contra o golpe, em defesa da democracia e na preservação do nosso partido, que, apesar das sucessivas tentativas da classe dominante nestes 36 anos, continuará vivo e atuante em defesa do nosso projeto de sociedade.

Rui Falcão é presidente nacional do PT



Agência PT
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Ronaldo

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