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José Cruz / Agência Brasil Segundo delator, a campanha do pato tinha o objetivo de promover Skaf para 2018

Presidente da Fiesp é investigado por propaganda antecipada. Campanha do pato visava promovê-lo para 2018, diz delator



A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo instaurou, na sexta-feira 17, uma investigação para apurar se Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, tem utilizado propaganda bancada com recursos do "Sistema S" para se promover com vistas às eleições do próximo ano. Skaf pretende se candidatar pela segunda vez seguida ao governo de São Paulo em 2018.

Segundo a procuradoria, o presidente da Fiesp será investigado pelas práticas de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico pelo uso de recursos do "sistema S", particularmente da Fiesp, do Sesi e do Senai.

Segundo delação do marqueteiro Renato Pereira, ligado ao PMDB, a campanha do pato da Fiesp criada por ele faz parte desse pacote de promoção da candidatura de Skaf. Em seu acordo de colaboração premiada, Pereira afirmou que a campanha "tinha claramente o objetivo de promover" a imagem de Skaf para 2018.


O presidente da Fiesp teria direcionado uma licitação para beneficiar a produtora de Pereira, a agência Prole, que venceu em 2015 uma licitação para assumir a conta institucional de comunicação da Fiesp, além do Sesi e do Senai de São Paulo. Aos procuradores, o marqueteiro contou ter sido questionado por Skaf meses antes sobre seu interesse em participar da concorrência.

A campanha e o pato amarelo da Fiesp surgiram como uma reação do empresariado contra a possibilidade da volta da CPMF para contornar a crise econômica. A partir de dezembro de 2015, Skaf liderou a Fiesp como uma das fiadoras do afastamento de Dilma.

Após uma temporada meio murcha, o pato voltou a dar as caras na avenida Paulista neste ano, quando foi inflado pela entidade em meio ao anúncio do aumento dos impostos sobre combustíveis pelo governo de Michel Temer.

CartaCapital

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Por Thiago Crepaldi

A autorização judicial para que a polícia faça busca e apreensão em uma casa não permite que repórteres entrem no local e divulguem imagens da residência. Por isso, a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a TV Record a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a um homem que teve sua intimidade violada por programa da emissora.


Segundo os autos, a TV Record em Franca foi autorizada pela polícia a acompanhar uma busca e apreensão em uma residência em Morro Agudo, onde estaria vivendo um suposto traficante de drogas. Foram feitas filmagens do interior de sua residência, inclusive de sua esposa em trajes íntimos e dele de costas e algemado.

O homem, dono de um bar-mercearia onde supostamente vendia-se drogas, prestou depoimento na delegacia e foi depois liberado, isto porque a polícia não encontrou nada de ilícito em sua casa e nem viu ligações com os envolvidos.

No entanto, como a operação foi televisionada no programa Balanço Geral, o suspeito acabou sendo facilmente reconhecido na sua cidade, virando motivo de piadas: "A emissora no programa da tarde mostrou o rosto do requerente, tratando como traficante, o interior da casa, a voz da cônjuge do mesmo, tudo que fizesse qualquer pessoa o identificar facilmente, desde então a vida dos mesmos, não tem paz, tendo os filhos ter de faltarem as escolas pois são alvos de piadas, chacotas, tudo devido a reportagem que foi veiculada em programa de televisão de grande abrangência", alegou o autor.

Relator do caso, o desembargador Paulo Roberto Grava Brazil reformou a decisão de primeiro grau, que entendeu que o caso não extrapolava o dever jornalístico. "É verdade, também, que existe interesse público na apuração dos crimes de tráfico de drogas que motivaram a grande operação na pacata cidade de Morro Agudo. Porém, o interesse público, em termos legais, não se confunde com a curiosidade e a sede de emoção do público em saber como são feitas as buscas e apreensões policiais nas residências das pessoas relacionadas à investigação."

E continua: "O que se vê na gravação são cenas elaboradas com a intenção de prender a atenção do telespectador. Não existe propósito informativo", advertiu o desembargador.


Segundo Grava Brazil, a polícia não poderia ter dado tal autorização para a reportagem, pois não é autoridade competente para deferir a entrada de terceiros na casa de suspeitos. Autorizar os meios de comunicação é fazer devassa da intimidade, disse, citando o artigo 5º, incisos X e XI da Constituição Federal de 1988.

Por esses motivos, fixou a indenização moral em R$ 10 mil, valor adequado e proporcional ao caso. E rejeitou o pedido de indenização por dano material. A votação foi unânime. Participaram também os desembargadores Salles Rossi e Silvério da Silva.

Clique aqui para ler o acórdão.

Apelação 0002928-49.2012.8.26.0374


ConJur
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Dois homens foram presos com tabletes e invólucros da droga com a caricatura do deputado na cidade de Sarandi, no Paraná; “Bolsonaro vai dar um jeito no Brasil”, afirmou um deles; os traficantes também guardavam armas e uma balança de precisão em casa e foram detidos pela Polícia Civil



Paraná 247 - Uma operação da Polícia Civil de Sarandi, no Paraná, encontrou 53 invólucros de maconha com uma caricatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC).

Alisson Alan Chaves, 22 anos, e Carlos Eduardo de Souza Ferreira, 30 anos, foram presos por tráfico de drogas, além de porte ilegal de armas. Eles disseram ao jornal Diário de Maringá que a caricatura era uma homenagem ao pré-candidato do PSC à presidência. “Bolsonaro vai dar um jeito no Brasil”, afirmou Carlos Eduardo.


Na casa de Chaves, a polícia encontrou um revólver calibre 38 e munições. Além disso, foi achada uma balança de precisão, três tabletes e 53 porções de maconha para a venda - cerca de 3kg de maconha.

Já na casa de Ferreira, foi achada uma submetralhadora 9mm, dois carregadores e 36 munições de calibre 9 mm. Presos em flagrante, os dois homens foram levados à delegacia de Polícia Civil.

Brasil 24/7